CDS/Açores critica falta de médicos especialistas no Hospital da Ilha Terceira
31 de jul. de 2019, 18:26
— Lusa/AO online
"É absolutamente urgente
abrir vagas de especialidade para o Hospital de Santo Espírito da Ilha
Terceira (HSEIT), sobretudo em algumas aéreas como em dermatologia,
infetocontagiosas, urologia ou hematologia. A maior parte dos
especialistas já têm perto de 60 anos e, dentro de quatro ou cinco anos,
irão reformar-se", apontou o líder regional centrista Artur Lima, em
comunicado de imprensa.Segundo Artur Lima,
"há muito tempo que o CDS denuncia a falta de recursos humanos no
Serviço Regional de Saúde", mas a resposta do executivo açoriano a um
requerimento entregue pelos centristas na Assembleia Legislativa da
Região, veio comprovar que "o caso é particularmente grave no Hospital
de Santo Espírito da Ilha Terceira".O
dirigente centrista frisou, por outro lado, que o hospital da ilha
Terceira não tem atualmente internos em formação em diversas
especialidades e que perdeu idoneidade formativa em algumas áreas,
lembrando que "formar um especialista demora quatro a seis anos, após a
conclusão do curso".Nesse sentido, Artur
Lima considerou "imperativo" que a nova secretária regional da Saúde
(que tomou posse há três semanas) "ponha cobro a esta situação e resolva
o problema". "Se não for feito nada no
imediato, o CDS apresentará já em setembro uma iniciativa legislativa
nesse sentido, uma vez que a situação tornar-se-á insustentável",
salientou, alegando que o HSEIT se pode transformar no futuro num
"centro de saúde mais diferenciado, que terá como missão atender os
doentes mais agudos e reencaminhá-los para outros hospitais". O
líder centrista disse que a falta de meios humanos no hospital da ilha
Terceira se agravou nos últimos tempos, acusando a atual presidente do
conselho de administração e ex-presidente da Saudaçor de cometer "uma
coleção de erros que evidenciam, a cada dia que passa, uma incompetência
de gestão que afeta gravemente os utentes". "A
incompetência na gestão no HSEIT é de tal ordem que, apesar de terem
centenas de milhares de euros no orçamento para o combate às listas de
espera cirúrgicas, nomeadamente da anca e do joelho, continuam a deixar
os nossos doentes sem resposta, perpetuando o seu sofrimento", frisou.