CDS/Açores alerta para degradação da Fajã da Caldeira

Hoje 09:56 — Filipe Torres

O deputado do CDS/Açores, Luís Silveira, apresentou um requerimento ao Governo Regional a solicitar esclarecimentos sobre a situação ambiental e operacional da Fajã da Caldeira de Santo Cristo, na Ilha de São Jorge, na sequência de uma visita ao local.De acordo com a nota de imprensa do partido, a Fajã é um dos ex-libris naturais da ilha, integrando a Reserva da Biosfera da UNESCO, a Zona RAMSAR e a Rede Natura 2000, estatutos que exigem proteção e gestão sustentável. A lagoa costeira é um ecossistema lagunar único nos Açores e o único local da Região onde se realiza a produção natural da amêijoa, atividade com importante impacto económico, cultural e identitário para ilha de São Jorge.O partido afirma que nos últimos tempos têm sido reportadas situações de proliferação de algas e acumulação de lodos e matéria orgânica na lagoa, que podem afetar a qualidade da água e o ciclo reprodutivo da amêijoa. Luís Silveira questiona se existem estudos técnicos recentes sobre a hidrodinâmica do canal de ligação ao mar - conhecido como “Paço” - e sobre os impactos das atuais condições ambientais na reprodução da espécie.O deputado alerta ainda para o estado de degradação de uma das duas máquinas giratórias adquiridas pelo Governo Regional para apoio a intervenções na Fajã, devido à ausência de abrigo, e questiona o planeamento para a construção de um abrigo destinado à nova máquina. Luís Silveira chamou também atenção para a Furna do Poio, espaço natural de reconhecido interesse paisagístico e turístico, mas que carece de condições estruturadas de segurança para visitantes.No requerimento, o CDS/Açores solicita informações sobre intervenções recentes, estudos técnicos atualizados, número de licenças para apanha de amêijoa e medidas previstas para melhorar a segurança e as condições de visita.Luís Silveira sublinha que a preservação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo “exige planeamento rigoroso, base científica atualizada e compromisso efetivo com a sustentabilidade ambiental e económica da ilha de São Jorge”.