CDS/Açores acusa Hospital da Ilha Terceira de "esbanjar" dinheiro com certificação
9 de jan. de 2019, 10:14
— Lusa/AO Online
"Acho que é
esbanjar dinheiro, quando podiam utilizá-lo a servir os utentes”, frisou
o dirigente centrista, numa conferência de imprensa, em Angra do
Heroísmo.O
Hospital da Ilha Terceira anunciou, em novembro de 2018, que seria
candidato à acreditação internacional, associado à empresa Joint
Commission International. Artur
Lima questionou, no entanto, a escolha desta empresa, salientando
existir um programa nacional de acreditação em saúde da Direção-Geral da
Saúde, que já certificou “mais de 150 unidades de saúde” e não teria
encargos para o hospital. “O
CDS quer saber e vai enviar um requerimento para a Assembleia
[Legislativa] a questionar o Governo Regional sobre quais os motivos que
levam à acreditação internacional do HSEIT, que entidades foram
consultadas para este processo de acreditação, o porquê de ter sido
adjudicada a empresa Joint Commission International, quais os critérios
para ter sido escolhida esta empresa e o valor da adjudicação”, avançou.Para
o deputado e líder regional do CDS-PP, o processo de acreditação é
“dinheiro mal gasto, atirado pela janela fora”, porque “é impossível
certificar o hospital devido à falta de recursos humanos e técnicos que
tem”.“O
conselho de administração está a começar a casa pelas telhas, porque
primeiro tinham de ter médicos suficientes, enfermeiros suficientes,
auxiliares de ação médica suficientes e meios complementares de
diagnóstico adequados. Estes quatro pilares eram fundamentais para
depois se certificar os serviços e os recursos humanos”, frisou,
acrescentando que o Hospital de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel,
passou por um processo de aquisição de equipamentos e de aumento de
recursos humanos antes de pedir acreditação. Artur
Lima disse que é uma "utopia" acreditar o hospital para atrair turismo
de saúde, quando a unidade não consegue dar resposta às necessidades dos
utentes."Isto
é um insulto por parte do conselho de administração àqueles que
necessitam de uma consulta e de uma cirurgia, ou seja, um verdadeiro
atentado ao sofrimento psicológico e físico dos nossos doentes",
sublinhou.