CCP disponível para discutir redução dos horários do comércio e serviços
22 de ago. de 2022, 11:11
— Lusa/AO Online
“A CCP está disponível para discutir medidas
mais estruturais, como a redução dos horários extensivos de
funcionamento no comércio e nos serviços”, afirmou a confederação, em
comunicado, salientando que “Portugal tem uma média semanal de
funcionamento muito superior à média europeia”.Esta
posição surge na sequência do pedido da Agência para a Energia (Adene)
de contributos para a elaboração do Plano de Poupança de Energia, que
deverá ser conhecido até ao final do mês.“Caso
as medidas a implementar proximamente não sejam suficientes para o
cumprimento do compromisso assumido por Portugal, esta confederação está
disponível para discutir outras medidas, como a redução de horários de
funcionamento (à semelhança do que já foi decidido em outros países)”,
realçou a CCP.Para a confederação, o tema
deve ser estudado, de forma “organizada e equilibrada”, também face ao
problema da falta de mão de obra e à evolução das operações eletrónicas e
automação dos pontos de venda.Como
medidas a adotar no curto prazo, a CCP admitiu o controlo de
temperaturas em estabelecimentos comerciais ou edifícios de serviços e a
diminuição da iluminação noturna (montras e iluminação pública), tal
como está a ser adotado noutros países europeus, mas advertiu para a
“necessidade de garantir o reforço da segurança e policiamento”.Adicionalmente,
a confederação liderada por João Vieira Lopes defendeu incentivos
fiscais para a adoção de soluções energeticamente mais eficientes como,
por exemplo, lâmpadas LED e painéis fotovoltaicos e, no setor dos
transportes, destacou o apoio à renovação de frotas para veículos que
consumam menos combustível.No entanto, a
CCP lembrou que o setor do comércio e serviços está a recuperar de dois
anos “atípicos”, devido à pandemia do vírus SARS-CoV-2, pelo que
eventuais medidas vinculativas de redução de consumo energético para os
agentes económicos não devem contemplar “objetivos inalcançáveis” ou
que, para os alcançar, seja necessário “reduzir os níveis de atividade
para patamares que seriam insustentáveis”.A
confederação alertou ainda para as diferentes realidades dentro do
setor do comércio e serviços, que devem ser consideradas na adoção de
medidas de redução de consumo e defendeu que devem ser evitadas “medidas
compulsivas e penalizações imediatas, uma vez que o investimento a
fazer pelas empresas deve ser paulatino e comportável”.