CCIPD pede à SATA que reverta decisão de venda de bilhetes na RIAC
2 de ago. de 2024, 14:43
— Susete Rodrigues/AO Online
De acordo com comunicado, a associação
empresarial das ilhas de São Miguel e Santa Maria diz que ficou
“ainda mais surpreendida com a existência de um contrato fixo para
a prestação deste serviço, sem que tenha sido dada qualquer
oportunidade a qualquer agente do mercado para o envolvimento nesta
atividade”.
A CCIPD considera a medida do Grupo
SATA“inaceitável para a economia dos Açores”, referindo que “já
não bastava a RIAE na promoção de informações tipicamente da
responsabilidade de agentes económicos para agora termos a RIAC na
atividade económica em direta concorrência com empresas que mantêm
postos de trabalho e pagam impostos”.
“Não se compreende que um serviço
público se proponha ou seja obrigado a, de forma discriminatória,
associar-se para atividade comercial, em concorrência com o mercado
e em perfeita incompatibilidade com os princípios da concorrência
leal”, refere a Câmara do Comércio de Ponta Delgada.
Neste sentido, recorda que existem
agentes económicos, nomeadamente agências de viagens cujo
“licenciamento específico da atividade é obrigatório e que
prestam este tipo de serviço, mantendo postos de trabalho,
contribuindo com impostos para os cofres do Estado, não podendo
recorrer a este em caso de falência e assumindo sozinhos o risco do
seu negócio”.
A Câmara do Comércio de Ponta
Delgada, considera, por isso, “indispensável a reversão desta
decisão para bem da economia que garante um mínimo de
sustentabilidade racional que resta na economia dos Açores”.