CCIPD defende revisão do regulamento das tarifas de eletricidade nos Açores
27 de mai. de 2024, 10:55
— Rafael Dutra
Esta posição da CCIPD surge
na sequência de um comunicado da Entidade Reguladora dos Serviços
Energéticos (ERSE) sobre a fixação excecional de tarifas de eletricidade
a vigorar a partir de 1 de junho deste ano.Em comunicado enviado à
comunicação social, a CCIPD afirma que as empresas açorianas, apesar do
“processo de convergência de preços inerente ao modelo de regulação em
vigor”, continuam a “suportar custos de energia muito superiores às
empresas do continente português e sem garantia de estabilidade de
preços”.A direção da CCIPD refere ainda que os consumidores
açorianos “grandes e pequenos, estão excluídos do mercado concorrencial
com significativos prejuízos em competitividade”.Por esta razão, a
Câmara do Comércio e Indústria reforça, com “grande preocupação e
apreensão”, que esta situação “traduz-se num problema relevante de perca
de competitividade” do tecido empresarial açoriano.Neste sentido, a
Câmara do Comércio salienta que “é urgente e imprescindível, para
aportar melhor competitividade à industrial regional, uma revisão do
regulamento tarifário em vigor, por forma a que permita uma correção
mais rápida do diferencial de preço, a que se encontra sujeita a
indústria regional, a par da criação de mecanismos que permitam reduzir a
incerteza atual e fixar preços de fornecimento a longo prazo”.Além
disso, é lamentado, neste documento enviado às redações, que as empresas
açorianas estejam a suportar “um custo de eletricidade que é mais do
dobro do custo médio da eletricidade a nível nacional”, mesmo “no
horário mais favorável para o fornecimento de eletricidade nos Açores”.“Na
proposta de novas tarifas para junho de 2024, divulgada pela ERSE,
prevê-se uma redução das tarifas para os Açores em -10,1% para a média
tensão e -2,8% para a baixa tensão especial, medida que é bem-vinda. No
entanto, mantém-se um diferencial muito penalizador para os grandes
utilizadores da Região quando comparados com os nacionais”, lê-se no
comunicado da CCIPD.