CCIPD defende um plano de ação urgente para o porto de Ponta Delgada
28 de mai. de 2024, 16:30
— Susete Rodrigues/AO Online
Em comunicado, a Câmara do Comércio
de Ponta Delgada defendeu ainda ser “urgente a nomeação do novo
Conselho de Administração da Portos dos Açores e a implementação
de um plano de ação urgente”, bem como a “construção de um
segundo molhe para o porto de Ponta Delgada, como forma de garantir a
segurança e o crescimento económico a médio-prazo”.
Na mesma nota de imprensa, a CCIPD
explica que analisou, com o “apoio e informação dos seus
associados, a situação atual dos transportes marítimos” que
servem estas duas ilhas. Nesta análise, aquele organismo empresarial
constatou, a existência de um “número extraordinário de
irregularidades na operação”, devido a um conjunto de fatores
entre os quais “limitações operacionais no próprio porto de
Ponta Delgada, o agravamento das condições meteorológicas, algumas
que resultaram no fecho das barras dos portos de Lisboa e de Leixões,
reordenamento das operações com limitações novas, bem como
avarias de equipamentos de mar e portuários”.
Para a Câmara de Comércio de Ponta
Delgada, o porto está cada vez “menos capaz de responder às
solicitações do mercado, pese embora as obras realizadas e em
função de novas normas operacionais. A capacidade operacional está
desfasada da capacidade de atracagem, em muitas circunstâncias,
prejudicando a competitividade da infraestrutura e de todas as
atividades dela dependentes”.
Exemplificando com os “lugares de
estacionamento para viaturas porta-contentores insuficientes para a
capacidade marítima instalada, com as áreas de controlo oficial que
põem em causa a fluidez do tráfego no porto”, entre outros, a
CCIPD, refere que o porto de Ponta Delgada é mais uma
“infraestrutura congestionada, inacabada e relegada para segundo
plano, o que põe em causa a competitividade da economia dos Açores
como um todo”.
No que diz respeito à o operação no
porto de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, a CCIPD, realça a
necessidade “de resolver o problema de limitação de calado do
porto”, uma situação que põe em causa a eficiência da operação
dos navios que operam nesse porto, “prejudicando a economia da ilha
com mais custos e atrasos na entrega das mercadorias para o mercado
da ilha e para a exportação”.