Cátia Azevedo leva mala “cheia de sonhos” e deseja recordações boas
Paris2024
1 de ago. de 2024, 11:59
— Lusa/AO Online
“Sendo
os meus terceiros Jogos, a minha expectativa é melhorar a minha
classificação de 2021, que foi o 17.º lugar. Ambiciono uma final
olímpica, sei que é complicado, mas temos visto que a nossa comitiva
está pronta para fazer coisas complicadas. Somos do tamanho dos nossos
sonhos e eu sonho muito. Sinto muito apoio e acho que isso nos faz ir
mais além. Espero uma final olímpica e o meu recorde nacional”, realçou a
atleta.No aeroporto Humberto Delgado, em
Lisboa, a atleta dos 400 metros, que é detentora do recorde nacional,
com 50.59 segundos, espera ainda que França a surpreenda e que ela
surpreenda a França, após ter revelado que não gosta de competir em solo
gaulês.“Espero sair feliz. Vou com uma
mala cheia de sonhos e espero vir com uma mala cheia de recordações e de
aprendizagens boas”, atirou, destacando ainda o trabalho de um Comité
Olímpico de Portugal, “que organizou tudo ao pormenor e que pensa em
tudo”.A World Athletics, federação
internacional de atletismo, anunciou na quarta-feira que o prazo de
obtenção de mínimos para a participação nos Campeonatos do Mundo de
Tóquio2025 começa esta quinta-feira, o que inclui as marcas já obtidas nestes
Jogos Olímpicos.“Sinceramente, passo a
passo. Quero acabar Paris2024 e pensar em Tóquio2025 talvez a partir de
setembro. Se vier, ótimo. Eu estou a valer recorde nacional. Se a marca
de qualificação para Tóquio2025 é 50.75 e se eu fizer o recorde
nacional, um mais um dá dois. Não está o objetivo delineado para isso,
mas se um objetivo vier, o outro vem. É algo que espero, mas não é o meu
objetivo principal”, considerou a atleta do Sporting.Cátia
Azevedo sofreu este ano a primeira lesão da carreira, aos 30 anos,
entre abril e maio, o que a deixou “mais desconfortável”, mas garantiu
que está mais bem preparada.“Uma pessoa
que nunca teve uma lesão, que se acha a última bolacha do pacote e que
nada lhe acontece... aconteceu este ano. Eu competi menos vezes, o que
me deixou um bocadinho mais desconfortável, mas consegui, neste último
mês, mudar o meu ‘chip’ e estar no ‘chip’ Cátia Azevedo, com garra e
ambição. Apesar das várias contrariedades durante a preparação, saio
mais bem preparada ainda”, assegurou ainda, aos jornalistas.Enfermeira
de profissão, que concilia com o alto rendimento, Cátia Azevedo disse
que esse é o seu sonho e que tem mantido a chama da paixão pelo
atletismo “bem acesa”.“Ser enfermeira
deu-me muito mais aprendizagem e força para ser uma melhor atleta. Os
meus doentes são espetaculares e tenho uma equipa fabulosa, que nos dá
valores como não valorizar tanto uma derrota. Ser enfermeira sempre foi
um sonho para mim. A paixão alimenta-nos, mas às vezes há mais um fogo
ardente e outras vezes está mais apagado. A enfermagem tem mantido a
‘chama’ do atletismo muito acesa”, expressou.A
prova feminina dos 400 metros tem início às 10:55 de segunda-feira, com
a primeira ronda, seguindo-se a prova de repescagem no dia seguinte, às
10:20. As meias-finais acontecem na quarta-feira, às 19:45, com a final
marcada para 09 de agosto, às 19:00.