Catarina Martins insiste no fim de transferências para o Novo Banco e uma auditoria
12 de set. de 2020, 20:18
— AO Online/ Lusa
“Não chega dizer que não queremos mais um tostão para o Novo Banco. Temos de ir mais longe. Temos de saber o que aconteceu e temos de denunciar o contrato que o Estado português fez com a Lone Star e que serve para este assalto permanente aos cofres públicos”, afirmou Catarina Martins.A coordenadora bloquista falava esta tarde na cidade de Almada, no distrito de Setúbal, durante uma sessão de ‘rentrée’ do partido, que contou também com a intervenção da deputada Joana Mortágua.Catarina Martins já tinha afirmado hoje em entrevista ao Expresso que o BE faz depender a viabilização do Orçamento do Estado do fim das transferências para o Novo Banco e da realização de uma auditoria feita por instituições públicas.Na entrevista, Catarina Martins considera "uma irresponsabilidade" o Orçamento para 2021 prever continuar a fazer transferências para o Novo Banco, por entender que a gestão do banco "está a lesar o interesse público em milhões e milhões de euros".Na sessão hoje à tarde, a líder bloquista defendeu a necessidade de o poder político se “libertar do sistema financeiro” e mudar as prioridades de investimento.“Que tenhamos a coragem de usar bem os recursos públicos na resposta ao nosso povo nesta crise e travemos a sangria de recursos para o Novo Banco e para o sistema financeiro”, desafiou.No seu discurso, Catarina Martins aproveitou também a afirmação da presidente, Ursula von der Leyen, de que “nada será como antes” da pandemia de covid-19 para pedir que se olhe para quem “esteve sempre na linha frente” com salários precários e sem direito a um contrato de trabalho.“Este é o momento de fazer escolhas, pois nada poderá ficar como antes”, atestou.