Catarina admite resultado abaixo do que esperava e votará em Seguro na segunda volta
Presidenciais2026
18 de jan. de 2026, 22:33
— Lusa/AO Online
"Os resultados que
temos indicam que a segunda volta será disputada entre António José
Seguro e André Ventura. Já felicitei António José Seguro pelo seu
resultado e disse-lhe que contará com o meu voto na segunda volta contra
André Ventura", revelou Catarina Martins.Recebida
pelos aplausos de dezenas de apoiantes que a esperavam no
'quartel-general' da sua candidatura, no Fórum Lisboa, Catarina Martins
reagiu aos resultados provisórios da primeira volta das eleições
presidenciais."Tive um resultado muito
abaixo do que esperava e daquele para que lutei, mas quero agradecer a
toda a gente que comigo fez campanha, a toda a gente que votou na minha
candidatura", afirmou a candidata apoiada pelo BE.Dirigindo-se
aos seus potenciais eleitores que, respondendo aos apelos do voto útil
de Seguro, votaram no candidato apoiado pelo PS, Catarina Martins
assegurou que continuarão a encontrar-se “nas tantas lutas que a
esquerda tem pela frente”.Numa leitura dos
resultados eleitorais, que colocam Seguro e Ventura na segunda volta,
seguidos de João Cotrim Figueiredo, Henrique Gouveia e Melo e Luís
Marques Mendes, Catarina Martins considerou ainda que os resultados são
negativos para a esquerda no seu todo.Apontando
o resultado “muito expressivo para a extrema-direita e a direita
radicalizada”, a candidata manifestou-se preocupada e apontou a
reconfiguração e “trumpização” da direita em Portugal.“A
resposta adequada neste momento é votar na segunda volta em António
José Seguro, com os olhos bem abertos, para todas as lutas que vão
seguir”, insistiu.Referindo-se a um
candidato em particular, Catarina Martins comentou apenas a votação em
Luís Marques Mendes, afirmando que “a hecatombe do resultado de Marques
Mendes é a hecatombe do Governo e de Luís Montenegro, que são grandes
derrotados desta noite”.Quanto a si,
acrescentou que, apesar da deceção face ao resultado, voltaria a
candidatar-se e a realizar a campanha da mesma forma se o soubesse à
partida.“Vim a esta campanha para quebrar
tabus (…), não alcancei o resultado que queria, mas quero dizer-vos que
continuarei a lutar para quebrar cada um destes tabus em Portugal”,
sublinhou, acrescentando que “é essa a tarefa da esquerda”. “Estamos
a assistir a uma viragem à direita em Portugal que nos deve preocupar a
todos e a esquerda tem de dizer presente. Seguramente poderia ter feito
muitas coisas melhor, todos nós podíamos, todos nós devíamos, mas
digo-vos muito modestamente que fiz o melhor que pude e o melhor que
soube”, concluiu.