Casa Branca está preocupada com possibilidade de ataque nuclear russo
2 de nov. de 2022, 16:55
— Lusa/AOonline
"Estamos
a acompanhar isso da melhor maneira possível", disse John Kirby,
porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, um organismo que responde
diretamente ao Presidente dos EUA, Joe Biden.Kirby
reagiu desta forma quando questionado sobre um artigo do jornal The New
York Times, segundo o qual altas patentes militares russas discutiram
recentemente quando e como utilizar armas nucleares na Ucrânia.No
entanto, o mesmo porta-voz assegurou que a Casa Branca não tem qualquer
indicação de preparativos concretos por parte da Rússia nesse sentido.Recentemente,
Joe Biden afirmou que o mundo estava, pela primeira vez desde a Guerra
Fria, perante o risco real de um “Armagedon”, referindo-se ao cenário de
um “apocalipse nuclear”, por causa da predisposição da Rússia para o
recurso ao seu arsenal atómico.De acordo
com um artigo hoje divulgado no The New York Times, líderes militares
russos discutiram recentemente a possibilidade de usar armas nucleares
táticas na Ucrânia.O Presidente russo,
Vladimir Putin, não terá participado nessas conversas e nenhum sinal de
preparação para esse cenário foi avançado, de acordo com fontes não
identificadas citadas pelo jornal.Ainda
assim, as conversas - das quais Washington tomou conhecimento em meados
de outubro - aumentaram a preocupação nas capitais ocidentais, que se
interrogam sobre a iminência de um ataque nuclear.Hoje,
o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os ‘media’ ocidentais
estão a tomar atitudes "irresponsáveis" ao "deliberadamente inflamar o
tema do uso de armas nucleares", assegurando que Moscovo "não tem a
menor intenção de participar" desse debate.Na
terça-feira, porém, o ex-Presidente russo e atual número dois do
Conselho de Segurança Nacional russo, Dmitry Medvedev, voltou a falar da
possibilidade de recurso a armas nucleares.Medvedev
disse que a vontade ucraniana de reconquistar todos os territórios
ocupados, incluindo a Crimeia ou a região de Donbass, "ameaça a
existência” do Estado russo, oferecendo "uma razão direta" para usar
"meios de dissuasão nuclear".Durante um
discurso televisionado, em 21 de setembro, e perante a resistência
ucraniana, alimentada pela ajuda militar ocidental, o próprio Vladimir
Putin fez alusão ao recurso a armas nucleares.Na
altura, Putin disse estar pronto para usar "todos os meios" do seu
arsenal contra o Ocidente, que acusou de querer "destruir" a Rússia,
assegurando que a sua declaração não era um “bluff”.