Casa Branca critica prémio Nobel da Paz para opositora venezuelana
10 de out. de 2025, 15:34
— Lusa/AO Online
O
diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, afirmou que o
comité norueguês do Nobel “colocou a política à frente da paz” ao ignorar
o trabalho de Trump, a quem atribuiu “o coração de um humanitário”.Em
comunicado, Cheung, “Nunca haverá outra pessoa como ele, capaz de mover
montanhas com pura força de vontade”, escreveu Cheung num comunicado,
acrescentando que Trump “continuará a negociar acordos de paz, a acabar
com guerras e a salvar vidas”.O Presidente
dos Estados Unidos passou os últimos meses a reivindicar publicamente o
Nobel da Paz, alegando mérito pelo seu papel em negociações que levaram
ao fim de vários conflitos internacionais, incluindo o acordo recente
entre Israel e o Hamas, que começou a ser aplicado.Em
resposta, o comité norueguês do Nobel da Paz evitou comentar
diretamente as declarações de Trump, sublinhando que os seus elementos
permanecem “alheios a campanhas mediáticas” em torno da escolha dos
laureados.“Baseamos a nossa decisão
exclusivamente no trabalho e na vontade de Alfred Nobel”, afirmou o
presidente do comité, Jorgen Watne Frydnes, numa conferência de imprensa
em Oslo, após anunciar o prémio para Maria Corina Machado.O
Comité norueguês do Nobel anunciou hoje a atribuição do Prémio Nobel da
Paz 2025 a María Corina Machado “pelo seu trabalho incansável na
promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e pela sua luta
para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a
democracia”.“Enquanto líder do movimento
pela democracia na Venezuela, María Corina Machado é um dos exemplos
mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos
tempos”, sublinhou o Comité.