Casa Branca chama “fake news” a alegações sobre envolvimento de Trump no caso Epstein
24 de jul. de 2025, 16:20
— Lusa/AO Online
O
diretor do gabinete de imprensa da Casa Branca, Steven Cheung,
transmitiu essa posição ao The Wall Street Journal, CNN e The New York
Times, após estes meios de comunicação social terem noticiado que
Do0nald Trump foi informado desde maio por funcionários do Departamento
de Justiça de que o seu nome surgia repetidamente na documentação do
caso contra o empresário, acusado de tráfico sexual e pedofilia, que
morreu na prisão em 2019.Citando altos
funcionários da administração republicana, o The Wall Street Journal foi
o primeiro dos três meios a revelar, quinta-feira, que a
procuradora-geral, Pam Bondi, e o seu adjunto, Todd Blanche, comunicaram
a Trump que o seu nome figurava entre os documentos, juntamente com os
de outras figuras conhecidas, durante uma “sessão informativa de
rotina”, na qual esse tema não era o foco principal.“Esta
é mais uma história falsa, tal como a anterior publicada pelo The Wall
Street Journal”, disse Cheung ao jornal, referindo-se de forma velada à
carta com conteúdo “obsceno” que Trump terá enviado a Epstein nos tempos
em que ambos mantinham uma amizade, e que foi publicada na semana
passada pelo mesmo jornal. O Presidente
norte-americano negou categoricamente a autenticidade da carta e avançou
com um processo judicial contra a publicação.“Isto
não passa da continuação de histórias falsas inventadas pelos
democratas e pelos meios de comunicação liberais, como o 'escândalo
Obama-Russiagate', sobre o qual o Presidente Trump tinha razão”, referiu
Cheung mas já à CNN, numa alusão às acusações feitas pelo chefe de
Estado e por alguns elementos da sua equipa de que o ex-Presidente
democrata Barack Obama terá interferido nas eleições.Quinta-feira,
o The Wall Street Journal publicou que Trump fora informado em maio por
funcionários do Departamento de Justiça que o seu nome aparece "várias
vezes" nos arquivos do caso contra o pedófilo Jeffrey Epstein.Trump,
que tem estado sob pressão dos seus apoiantes para cumprir a promessa
de divulgar toda a informação sobre o caso, negou na semana passada que
tivesse informado sobre a presença do seu nome nos arquivos.As
autoridades do Departamento de Justiça (DOJ) terão ainda informado
Trump de que não planeavam divulgar mais detalhes sobre o caso, depois
de confirmarem, no início deste mês, que não havia provas da existência
de uma "lista de clientes" chantageados pelo magnata, além de
confirmarem que a morte do pedófilo numa prisão federal em 2019 resultou
de suicídio.A divulgação pública destas
conclusões pelo Departamento Federal de Investigação (FBI) e o DOJ levou
a uma crise inesperada entre os membros do movimento MAGA ("Make
America Great Again", "Tornar a América Grande de Novo") de Trump.Os
apoiantes do Presidente manifestaram insatisfação com o Governo
republicano, que tinha prometido durante a campanha eleitoral divulgar a
lista de clientes, uma alegada agenda dos cúmplices de Epstein, que
inclui celebridades e políticos influentes e tem sido o foco de várias
teorias da conspiração.Sob pressão de
segmentos conspiracionistas da sua base política para divulgar mais
informações sobre o caso Epstein, criminoso sexual com quem manteve
relações próximas durante décadas, Trump negou o conhecimento ou o
envolvimento nos crimes de Epstein e disse que terminou a amizade há
anos.Na terça-feira, Trump evitou na Casa
Branca questões sobre a decisão do Departamento de Justiça de questionar
a ex-namorada de Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, que foi condenada
por ajudar o milionário a abusar sexualmente de raparigas menores de
idade e cumpre agora uma longa pena de prisão.