Carta para a Participação Pública em Saúde entra em vigor dentro de um mês
9 de set. de 2019, 17:00
— Lusa/AO Online
O documento foi subscrito por 90 organizações
da sociedade civil e 32 individualidades, entre as quais os ex-ministros
da Saúde António Correia de Campos e Ana Jorge, o “pai” do Serviço
Nacional de Saúde (SNS) António Arnaut, entretanto falecido, e a
dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Guadalupe
Simões.A Carta para a Participação Pública
em Saúde pretende “fomentar a participação por parte das pessoas, com
ou sem doença e seus representantes, nas decisões que afetam a saúde da
população, e incentivar a tomada de decisão em saúde assente numa ampla
participação pública”.“Pretende ainda
promover e consolidar a participação pública a nível político e dos
diferentes órgãos e entidades do Estado, em Portugal, através do
aprofundamento dos processos de participação já existentes e da criação
de novos espaços e mecanismos participativos”, lê-se no diploma hoje
publicado em Diário da República.Desta
forma, a Carta contribui para “promover e defender os direitos das
pessoas com ou sem doença, em especial no que respeita à proteção da
saúde, da informação e da participação” e para informar as entidades
públicas sobre as prioridades, necessidades e preocupações” destas
pessoas.Tornar as políticas de saúde “mais
eficazes e, consequentemente, obter melhores resultados em saúde”,
promover a transparência das decisões e a prestação de contas por parte
de quem decide, aproximar o Estado e a sociedade civil, aprofundando o
diálogo e a interação regular entre ambos e legitimar as decisões sobre a
avaliação custo-efetividade são outros objetivos da carta.Segundo
o documento, a participação pública na tomada de decisão em saúde deve
contemplar mecanismos de participação presencial e remota, quer de
iniciativa das instituições do Estado e privadas quer das pessoas e
organizações que participam.