Carlos Oliveira vai ser o novo presidente do Conselho de Administração
TAP
10 de jul. de 2025, 17:37
— Lusa/AO Online
A nomeação do antigo
presidente da InvestBraga acontece no seguimento da decisão de separar
as funções do presidente da Comissão Executiva (CEO) e do presidente do
Conselho de Administração, ambas desempenhadas desde 14 de abril de 2023
por Luís Rodrigues.O atual CEO, Luís Rodrigues, bem como os restantes membros do Conselho de Admnistração mantêm-se em funções.Carlos
Oliveira, licenciado em Engenharia de Sistemas e Informática pela
Universidade do Minho, foi secretário de Estado no XIX Governo, de Pedro
Passos Coelho, com a pasta do Empreendedorismo, Competitividade e
Inovação. Foi também presidente da InvestBraga, Agência de Dinamização
Económica do Município de Braga e também responsável pela Startup Braga.Questionado
sobre os motivos desta separação de funções, o ministro das
Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, explicou que segue as “melhores
práticas de 'governance' praticadas não só cá, como a nível europeu”.Num
encontro com jornalistas, o governante esclareceu ainda que as
alterações entram em vigor em breve, no máximo até à próxima semana.Até
à entrada de Luís Rodrigues na TAP, os cargos não eram acumulados.
Christine Ourmières-Widener ocupava a função de CEO e Manuel Beja de
presidente do Conselho de Administração. Recorde-se que ambos foram
demitidos por justa causa pelo Governo de António Costa no seguimento da
polémica indemnização a Alexandra Reis, antiga administradora da
companhia aérea e secretária de Estado. Integram
ainda o Conselho de Administração da companhia aérea Gonçalo Pires,
Mário Cruz, Sofia Lufinha, Mário Chaves, Maria João Cardoso, Ana Lehman,
João Duarte e Patrício Ramos. O Governo aprovou o decreto-lei que permite dar o primeiro passo para
arrancar com a venda da TAP, que vai voltar a ter acionistas privados
depois de em 2020 o Governo ter avançado para a nacionalização no âmbito
do impacto da pandemia no transporte aéreo.O
decreto-lei também terá que passar pelo Presidente da República que, em
outubro de 2023, vetou o documento elaborado pelo Governo de António
Costa para arrancar com a privatização da TAP. Na altura, Marcelo Rebelo
de Sousa decidiu devolver o diploma, aprovado em Conselho de Ministros a
28 de setembro desse ano, por considerar que “suscitava múltiplas
dúvidas e reticências à luz da desejada máxima transparência do
processo”.A reprivatização da
transportadora aérea tem estado em cima da mesa desde 2023, mas foi
interrompida com a queda dos dois últimos governos PS e PSD.Originalmente
estatal, a TAP foi parcialmente privatizada em 2015, mas o processo foi
revertido em 2016 pelo Governo de António Costa, que retomou 50% da
empresa.No ano passado, o executivo de
Luís Montenegro retomou o tema e manifestou intenção de avançar com a
alienação de uma participação minoritária em 2025. Desde então, têm
decorrido negociações com grandes grupos europeus como a Air France-KLM,
Lufthansa e IAG.