Carlos César já tomou uma decisão sobre liderança parlamentar do PS
29 de mai. de 2025, 17:11
— Lusa/AO Online
À
saída da audiência com o Presidente da República, no Palácio de Belém,
em Lisboa, Carlos César - que assumiu a liderança do partido de forma
interina com a saída de Pedro Nuno Santos após a pesada derrota
eleitoral - foi questionado sobre a liderança do grupo parlamentar uma
vez que, quando essa decisão tiver que ser tomada, o PS ainda não terá
novo secretário-geral eleito.“É uma
matéria sobre a qual também já tomei uma decisão, que vou transmitir
hoje ao Secretariado Nacional do Partido, e no dia 3 de manhã ao Grupo
Parlamentar, e que não me parece difícil nem polémica de tomar”,
apontou.O presidente do PS referiu que a
seu tempo vai comunicar a sua decisão, sobretudo “depois de hoje ainda
falar com o Secretariado Nacional, que se mantém em funções”.Questionado sobre o perfil, Carlos César considerou que isso “é muito rebuscado”.“Além
disso, o perfil de que me estou a lembrar da pessoa, poderia caber num
número vasto de pessoas, portanto, induziria certamente o meu amigo em
engano, e não estou disposto a fazer isso”, respondeu.Sobre
a pesada derrota eleitoral do PS nas legislativas, o presidente do
partido assumiu que o partido está numa "situação momentaneamente
difícil", sendo a "primeira vez" que os socialistas são o terceiro
partido no parlamento, "embora o segundo partido na votação dos
portugueses", antecipando que o PS será "um grande partido nas próximas
eleições autárquicas"."O PS não terá que
se inclinar para a direita para ser alternativa à direita, nem terá que
guinar à esquerda para se distinguir da direita. O Partido Socialista
terá que se inclinar para aquilo que entender-se serem as aspirações e
os desejos dos portugueses, e para aquilo que acha que os portugueses
optam por ver no Partido Socialista", defendeu.Na perspetiva de Carlos César, o PS não pode deixar de fazer "uma reflexão muito séria"."Depois
de umas eleições, os culpados não são os eleitores, são aqueles que se
propuseram a serem eleitos. E, portanto, a culpa será sempre nossa. A
culpa como os méritos", enfatizou.