Carlos César defende que Conselho de Estado em campanha não é “intrusivo”
Presidenciais
Hoje 11:44
— Lusa/AO Online
“Seria
manifestamente exagerado pensar que uma reunião que decorre à porta
fechada, com a reserva que é conhecida, tenha alguma influência ou
alguma relação com o processo eleitoral. Nesse sentido, não acompanho a
ideia de que o Conselho de Estado é intrusivo face à mensagem eleitoral
dos diversos candidatos”, afirmou.Carlos
César, que também é conselheiro de Estado, falava na sede do partido em
Ponta Delgada, nos Açores, em reação à mensagem de Ano Novo do
Presidente da República (PR).Para o
socialista, a marcação do Conselho do Estado para 09 de janeiro, já em
período de campanha eleitoral para as presidenciais, é uma decisão do PR
que “deve ser respeitada”.“É verdade que
não seria de previsão segura pensar que ocorreria uma reunião nesta fase
da vida política e pré-eleitoral nacional, mas o senhor Presidente da
República certamente convoca o Conselho do Estado por entender que no
decurso do seu mandato deve advertir o Governo e transmitir uma mensagem
ao Governo com um respaldo mais amplo”, reforçou, quando questionado
pela marcação da reunião.Para o presidente
do PS, é “razoável admitir” que Marcelo Rebelo de Sousa “queira
conhecer as opiniões” dos conselheiros de Estado “tendo em consideração
algumas decisões tomadas recentemente na área da Defesa nacional”.O
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convocou o Conselho
de Estado para 09 de janeiro para analisar a situação internacional e,
em particular, na Ucrânia.Esta será a
primeira reunião do Conselho de Estado, órgão político de consulta do
chefe de Estado, desde as eleições legislativas antecipadas de 18 de
maio e acontecerá já em período oficial de campanha para as eleições
presidenciais de 18 de janeiro.O
Presidente da República criticou a demora do parlamento em eleger os
conselheiros de Estado, frisando que já espera há seis meses, e disse
ter convocado uma reunião do órgão consultivo porque a Ucrânia “é um
tema fundamental”.