Cardeal Manuel Clemente considera as missões uma urgência evangélica
12 de nov. de 2018, 17:37
— Lusa/AO online
Falando
na abertura da 195.ª Assembleia Plenária da Conferência episcopal
Portuguesa, que vai decorrer até quinta-feira, em Fátima, o cardeal
patriarca salientou a necessidade das missões para "alcançar todas as
periferias que precisam da luz do evangelho". "Nas
zonas mais povoadas do nosso país habitam hoje populações das mais
diversas origens e abrem-se espaços de autêntica 'missio ad gentes', a
par de outros que requerem "nova evangelização" e persistência da ação
pastoral própria das comunidades estabelecidas", referiu Manuel
Clemente. O
presidente da Conferência Episcopal Portuguesa disse que os programas de
cada diocese incluem "esta dimensão missionária", já com objetivos
concretos. Nesse
contexto, o cardeal patriarca apelou mais uma vez para que em todas as
dioceses surjam Centros Missionários Diocesanos e Grupos Missionários
Paroquiais, laboratórios missionários e células paroquiais de
evangelização. O
objetivo, acrescentou, é que estes grupos em consonância com as Obras
Missionárias Pontifícias e os centros de animação missionária dos
Institutos Missionários "possam fazer com que a missão universal ganhe
corpo em todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã".Segundo
Manuel Clemente, a projeção missionária das comunidades,
"intercambiando o perto e o longe, é hoje a única possibilidade da
respetiva manutenção e crescimento, como foi sempre a sua legitimação
cristã propriamente dita".No
discurso de abertura da Conferência Episcopal Portuguesa, o cardeal
patriarca falou da necessidade de se criar um "diretório de pastoral
juvenil em chave vocacional, que possa ajudar os responsáveis diocesanos
e os operadores locais a qualificar a sua formação e ação com e pelos
jovens".Manuel
Clemente garantiu ainda o empenho da Igreja portuguesa em incrementar
"uma cultura de prevenção e proteção de menores e vulneráveis em todas
as nossas comunidades".Em
setembro, no 9.º Simpósio do Clero, foi aprovado um documento sobre o
"drama" dos abusos sexuais de menores por parte de elementos da Igreja,
que foi enviado ao papa Francisco, em que os sacerdotes nacionais
partilharam "o sofrimento do Santo Padre e de toda a Igreja" e se
propuseram a "seguir as orientações para erradicar as causas desta
chaga".A
assembleia plenária da conferência episcopal que hoje se inicia vai
aprovar um documento sobre o casamento e o acompanhamento das famílias e
outro sobre os 175 anos do Apostolado da Oração em Portugal.