Canoístas campeões mundiais felizes no regresso a Portugal
8 de set. de 2025, 16:33
— Lusa/AO Online
A
seleção portuguesa de canoagem terminou em quarto lugar os mundiais que
se disputaram em Gyor, entre quinta-feira e domingo, tendo sido
recebida em clima de grande emoção por algumas dezenas de fãs, que
acorreram ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia.Ao
lado de José Ramalho, Fernando Pimenta, que também havia conseguido o
ouro na prova curta de K1, conquistou o título mundial em K2 pela quarta
vez, com a dupla a ficar mais perto de um 'penta' que nunca foi antes
conseguido."O trajeto que nós tivemos em
Gyor era duro. Acabava por ser prejudicial para mim, porque tinha
bastantes voltas e portagens. Mas tentei adaptar-me, focar-me no que
conseguia fazer e as sensações não podiam ser melhores com dois títulos
mundiais", analisou o duplo medalhado olímpico, à comunicação social
presente.Também o balanço geral da época é
muito positivo para Pimenta, na qual o canoísta, de 36 anos, terminou
com oito medalhas, seis delas de ouro, reagindo da melhor forma ao
desaire nos Mundiais de velocidade em Milão, onde falhou o pódio em K1
500 e 5.000 metros."[As perspetivas] Sem
dúvida que têm que ser boas. Foi um desafio bastante grande, conseguir
conjugar os campeonatos de velocidade e de maratona é sempre um desafio
ainda maior, porque a maioria dos atletas especializa-se numa das
vertentes. E, depois de ter saído desapontado com a minha performance em
Milão, voltei ao trabalho afincadamente para conquistar os títulos
mundiais, sabia que tinha essas condições", reiterou.José
Ramalho, já com 43 anos, também conseguiu o bronze na prova curta de K1
que Pimenta venceu, e disse ter realizado um sonho, garantindo que se
sente muito bem fisicamente para continuar a alcançar os melhores
resultados."Em 2022, iniciámos esta nova
etapa da nossa carreira desportiva e percebemos desde cedo que isto
tinha futuro [K2 com Fernando Pimenta]. Dispusemo-nos a este desafio e
estamos aqui para continuar, apesar da nossa idade avançada para o que é
normal em atletas. A verdade é que continuamos a responder bem e o
nosso corpo reage bem ao treino. Quanto ao 'penta', adoraria voltar a
conquistar o título mundial para passarmos a ser o K2 mais titulado do
mundo", assumiu.Por sua vez, Rui Lacerda e
Ricardo Coelho conquistaram pela primeira vez o título mundial em C2
maratonas, com os dois limianos a fecharem da melhor forma uma temporada
em que também haviam sido campeões europeus, em Ponte de Lima."Depois
de sermos campeões europeus, sabíamos que era possível. As tripulações
presentes eram muito fortes, mas acreditámos sempre. A partir daqui, tem
de continuar tudo igual, o trabalho torna-se mais exigente para
conseguir manter os resultados, porque agora os nossos adversários já
sabem o que nós valemos e vão esforçar-se mais", explicou Rui Lacerda à
Lusa.Ricardo Coelho, que também sublinhou a
necessidade de manter o nível de trabalho, já aponta a manter os mesmos
resultados nos próximos anos, de modo a voltar a ter as mesmas
sensações da primeira prova mundial conquistada."É
indescritível, um arrepio que sobe pelo corpo no momento em que percebi
que íamos ser campeões. Esta é uma tripulação que tem vindo a ser
trabalhada ao longo dos anos. Conquistar isto com um amigo é especial.
Era um grande sonho sermos campeões europeus e mundiais na mesma época,
um desafio possível, mas muito difícil. Tivemos os adversários muito
perto, mas foi o nosso dia", concluiu à Lusa.Nos
juniores, Leonardo Barbosa conquistou a prata em C1. Portugal
terminou os mundiais de maratonas no quarto lugar, com três medalhas de
ouro, uma de prata e uma de bronze.