Candidaturas para cobrir prejuízos causados por fenómeno meteorológico extremo em Vila Franca do Campo
Hoje 16:29
— Lusa
Segundo um despacho da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática publicado esta semana no Jornal Oficial, as candidaturas destinam-se à “atribuição dos apoios previstos no regime jurídico financeiro de apoio à emergência climática para as situações de perdas e danos patrimoniais decorrentes do fenómeno meteorológico extremo ocorrido na freguesia de São Miguel, concelho de Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel, no dia 01 de março de 2026”.Nesse dia, “as condições meteorológicas adversas, de cariz anormal e imprevisível, que ocorreram na ilha de São Miguel, causaram diversos prejuízos patrimoniais às populações afetadas, nomeadamente na freguesia de São Miguel, concelho de Vila Franca do Campo, pelo que pode ser determinado que o regime jurídico financeiro de apoio à emergência climática seja aplicável às situações de perdas e danos patrimoniais decorrentes daquele fenómeno meteorológico extremo”, lê-se.O prazo para apresentação das candidaturas está fixado em 15 dias úteis a contar da data de publicação do despacho e os pedidos de apoio financeiro são requeridos através da apresentação de um formulário de candidatura que se encontra disponível no sítio da internet da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática.Um míni tornado provocou, no dia 01 de março, estragos significativos em estufas de ananases localizadas na freguesia de São Miguel, em Vila Franca do Campo, sem provocar danos pessoais, disse na ocasião a presidente da autarquia.Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, Graça Melo, adiantou que o fenómeno ocorreu na tarde daquele dia, um domingo, na zona de Santo Amaro, tendo provocado “estragos em estufas de ananases que estavam em produção”, mas “sem relato de danos pessoais”.A autarca de Vila Franca do Campo disse ainda ter “informação de que ocorreram alguns estragos nos beirais de algumas moradias”.“O míni tornado ocorreu numa zona concentrada, provocando estragos em algumas estufas e cujos vidros foram projetados para a via pública”, explicou ainda Graça Melo.Contactado pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de São Miguel, Luís Gomes, acrescentou que tinha conhecimento de veículos que “ficaram com vidros danificados”.