Candidaturas de 38,75 ME a programa para capitalizar empresas dos Açores
3 de mai. de 2022, 16:29
— Lusa/AO Online
"Terminada
a primeira fase para apresentação de candidaturas" ao Programa
Capitalizar Açores, foram rececionadas três candidaturas de sociedades
gestoras para constituição ou reforço de fundos de capital de risco,
representando uma procura de 38,75 milhões de euros e um impacto
estimado na economia de 58 milhões de euros", lê-se num comunicado do
Banco Português de Fomento, que é a entidade que gere este programa.O
banco acrescenta que "sendo a dotação inicial do programa de 50 milhões
de euros", o aviso para apresentar candidaturas vai manter-se aberto
"enquanto houver dotação disponível para atribuir ou até decisão em
contrário da Entidade Gestora".O programa,
financiado com verbas europeias do Plano de Recuperação e Resiliência
(PRR), tem como objetivo recapitalizar PME com sede no arquipélago,
incluindo cooperativas e associações, em especial, empresas afetadas
pela pandemia de covid-19, "mas economicamente viáveis e com potencial
de recuperação", segundo o mesmo comunicado."O
Programa Capitalizar Açores representa um importante contributo para
potenciar o investimento nas empresas da Região Autónoma dos Açores e
melhorar a capitalização do tecido económico regional, neste período de
recuperação e relançamento da economia”, afirma Beatriz Freitas,
diretora executiva do Banco Português de Fomento, citada no comunicado.Numa
nota divulgada a 05 de abril, o Governo Regional dos Açores defendeu
que este é um “programa inovador” que se “distingue dos congéneres
nacionais ao incluir, além de empresas, cooperativas e associações com
fins comerciais, assim como uma medida complementar de fundo perdido”.O
programa tem uma dotação de 50 milhões de euros, provenientes do Fundo
de Capitalização das Empresas dos Açores (FCEA), criado pelo XIII
Governo Regional com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência.De
acordo com o Governo dos Açores, o programa “irá promover o
investimento nas empresas regionais e melhorar a sua capitalização”.Numa
primeira fase, serão constituídos fundos de capital de risco,
subscritos por intermediários financeiros, designadamente sociedades de
capital de risco.A participação privada em
cada fundo de capital de risco será, no mínimo, de 30% do capital
subscrito, sendo o restante comparticipado através do FCEA.Após
a realização de sessões de esclarecimento em todas as ilhas, os fundos
de capital de risco constituídos concretizarão aplicações de capital e
quase capital (um financiamento classificado entre capital próprio e
dívida), contribuindo para “a diminuição do endividamento das empresas e
para o reforço da sua autonomia financeira”, segundo o executivo
açoriano.As empresas podem ainda candidatar-se a uma subvenção não reembolsável que complementará a sua capitalização.