Candidaturas ao novo programa nos Açores "Casa Renovada, Casa Habitada" em abril
27 de fev. de 2020, 15:27
— Lusa/AO Online
A
informação foi avançada pela secretária regional da Solidariedade
Social numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada, ilha de São
Miguel, para apresentação da regulamentação do novo programa “Casa
Renovada, Casa Habitada” que prevê duas modalidades de apoio financeiro,
uma para recuperar habitações próprias permanentes e uma nova vertente
para obras de reconservação de imóveis devolutos em casas para
arrendamento.“Contamos que a publicação
desta regulamentação ocorra durante o mês de março e que o primeiro
período de candidatura seja em abril e o segundo no mês de setembro.
Este ano teremos dois períodos de candidatura”, disse Andreia Cardoso,
acrescentando que será dada formação ao pessoal da direção regional da
Habitação para prestar a informação aos açorianos que pretendem
candidatar-se, prevendo-se ainda sessões públicas de divulgação em todas
as ilhas.O Decreto Regulamentar Regional
define de “forma mais detalhada as regras de acesso e as regras para a
atribuição dos apoios financeiros nas duas modalidades”, segundo
referiu.A governante explicou que a
criação deste programa teve em conta “os desafios que se colocam às
famílias e à administração pública regional, por via do impacto que a
atual conjuntura social e económica tem provocado no mercado de
arrendamento e também na vida das famílias açorianas, estando assim
previstas duas modalidades de apoio. A
modalidade "Renovar para Arrendar" assegura "a concessão de apoio
financeiro para obras de reconversão de imóveis devolutos em imóveis com
condições para integrar o mercado de arrendamento" e é "completamente
inovadora no país”, segundo sublinhou Andreia Cardoso.“Esta
modalidade garante um apoio de 100 por cento do orçamento da
intervenção e reveste a modalidade de subsidio reembolsável sem juros.
Este apoio será efetuado através do financiamento à reabilitação e
recuperação de imóveis desocupados em que os seus proprietários não
tenham condições para os reabilitar ou pelo menos não tenham na
totalidade", sustentou.De acordo com o a
secretária regional, "o imóvel recuperado será usado pela Região para
arrendamento de longa duração, isto é, durante o período necessário para
o reembolso total do apoio à Região pelo financiamento da sua
reabilitação”.Quanto ao apoio financeiro
para reabilitação da habitação própria permanente “Renovar para Habitar”
reveste a forma de subsídio reembolsável e não reembolsável às famílias
cuja situação socioeconómica não lhes permita proceder às intervenções
necessárias para a sua recuperação.“Nesta
modalidade será também assegurado um apoio a 100%, mas os candidatos com
melhores condições económicas terão de reembolsar a Região de uma parte
do apoio, sendo feito em prestações mensais que serão calculadas tendo
em conta as despesas que os agregados já têm com a habitação candidatada
e correspondendo até um máximo de 30% da totalidade do valor das obras,
para não impor taxas de esforço muito elevada”, salientou.Andreia
Cardoso referiu que a comparticipação financeira prevista nesta
proposta pode ser majorada nos casos em que o agregado familiar do
candidato integre pessoas portadoras de deficiência, idosos ou três ou
mais descendentes, ou para habitações nas ilhas de Santa Maria,
Graciosa, São Jorge, Flores e Corvo.A
governante adiantou que “na legislatura de 2012-2016 foram investidos 50
milhões de euros no setor da habitação, traduzidos em apoios diretos a
cerca de 4.000 famílias, pela via do realojamento em regime de
arrendamento apoiado, em regime de arrendamento com opção de compra e na
reabilitação e requalificação do edificado habitacional disperso pelas
nove ilhas dos Açores”.“Na atual
legislatura e até dezembro do ano passado, o Governo dos Açores já
apoiou cerca de 4.000 famílias, num investimento que, nesta data, já
ultrapassa os 37 milhões de euros”, acrescentou.