Candidatura de Moreira da Silva manifesta “total abertura” para debates com Montenegro
PSD
16 de mai. de 2022, 17:30
— Lusa/AO Online
Na
formalização da candidatura na sede nacional do PSD, sem a presença do
candidato e antigo vice-presidente do PSD que está com covid-19, foi
lida uma declaração de Jorge Moreira da Silva pelo seu coordenador de
campanha, Miguel Goulão.“Estou
naturalmente disponível para debater na TV e nas rádios com a outra
candidatura os nossos projetos, as nossas diferenças e naturalmente o
que também nos une. Já respondemos positivamente a algumas das propostas
enviadas para a nossa candidatura. Acredito que a outra candidatura
fará o mesmo. Assim ganha o partido, ganham os militantes, mas sobretudo
ganha o país”, refere o candidato, na declaração lida.Questionado
se já há algum debate marcado, o diretor de campanha, o deputado Carlos
Eduardo Reis, reiterou que a candidatura de Moreira da Silva manifestou
“total abertura para aceitar um conjunto de debates”, dizendo aguardar
que de Luís Montenegro “faça o mesmo”.Fonte
da candidatura informou que o antigo líder parlamentar do PSD ligou
hoje a Moreira da Silva para se inteirar do seu estado de saúde.Na
declaração lida, Moreira da Silva, que informou hoje ter testado
positivo à covid-19, refere que “quinta-feira, se tudo correr
normalmente” já voltará a estar em contacto direto com os militantes.Segundo
Carlos Eduardo Reis, foram entregues de 1.800 assinaturas, um orçamento
de campanha de 47.500 euros e a moção de estratégia “Direito ao
Futuro”.O candidato, na declaração lida, diz estar bem física e animicamente “e com um entusiasmo redobrado”.“Em
breve regressarei à ‘estrada’ para fazer aquilo que mais gosto: estar
com os militantes do PSD, apresentar as minhas ideias para o partido e
para o país; respondendo às questões que me são colocadas pelos
militantes e simpatizantes”, refere, dizendo que ainda pretende
deslocar-se às ilhas.Sobre a agenda até ao seu regresso presencial, o candidato disse apenas que serão utilizados “os meios digitais”.As
candidaturas à liderança do PSD têm de ser subscritas por um mínimo de
1.500 assinaturas, de uma proposta de estratégia global e de um
orçamento de campanha.As eleições diretas
para escolher o próximo presidente do PSD realizam-se em 28 de maio e
são candidatos anunciados à sucessão de Rui Rio o antigo líder
parlamentar Luís Montenegro e o antigo vice-presidente Jorge Moreira da
Silva.Luís Montenegro formalizou na
quinta-feira a sua candidatura, com a entrega de mais de 2.800
assinaturas, um orçamento de campanha a rondar os 48 mil euros e a moção
“Acreditar”, que tem sido o lema da sua campanha.