Candidatos a líder do PSD/Açores trocam críticas a quatro dias das eleições
26 de set. de 2018, 06:07
— Lusa/AO Online
Em
debate na RTP/Açores, os candidatos abordaram temas como a orientação
política recente do partido, a sucessão de Duarte Freitas, as eleições
europeias e legislativas de 2019, e os mais de 20 anos consecutivos de
governação socialista da região.Por
"dever de consciência", Pedro Nascimento Cabral diz que se candidata
para "recolocar o PSD na oposição ao PS", sinalizando que estaria
"caladinho" se a orientação política atual fosse certeira."Se
esta direção política desse vitórias ao PSD, eu estaria caladinho",
vincou, acrescentando que o PSD/Açores "não pode ter um presidente em
'part-time'", numa referência ao opositor, autarca da Ribeira Grande.Alexandre
Gaudêncio criticou por sua vez o que diz ser o "discurso faccionário"
de Nascimento Cabral, que "está contra os que deram a cara pelo partido"
nos anos recentes."Alguém
que quer ser líder e unificar não pode ter esta atitude", condenou
Alexandre Gaudêncio, que disse ter uma candidatura "de pontes e união"
interna.No que
se refere às eleições europeias e legislativas de 2019, ambos partilham
o mesmo objetivo: um lugar "que dignifique os Açores" em Bruxelas e a
eleição de pelo menos três deputados à Assembleia da República.Nascimento
Cabral foi questionado sobre uma eventual candidatura do histórico
social-democrata Mota Amaral nas europeias e respondeu: "Se houver
convite formal a Mota Amaral, o PSD/Açores só se pode congratular com
essa decisão".A
governação socialista da região, que no final desta legislatura
atingirá 24 anos, foi também ponto em comum dos candidatos, com ambos a
advogarem a necessidade de tirar o poder ao PS.Gaudêncio
e Nascimento Cabral são os candidatos para suceder a Duarte Freitas na
liderança do PSD/Açores e ambos têm a esperança de recuperar o ciclo de
vitórias que se perdeu com a saída de Mota Amaral da cena política
regional, há 23 anos.O
atual líder regional do partido, Duarte Freitas, disse que não se
recandidatava por “falta de condições pessoais e familiares”.