Candidatas à liderança da ONU têm como prioridade combate ao crime internacional
Hoje 11:49
— Lusa/AO Online
A
costa-riquenha Rebeca Grynspan, a equatoriana María Fernanda Espinosa
e, à distância, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett apresentaram, na
segunda-feira, os respetivos programas e concordaram em linhas gerais
sobre a questão da segurança."Somos uma
região de paz (...) atravessada pela violência do crime internacional e
transnacional, e sabemos que isso também tem de ser uma prioridade nas
Nações Unidas quando falamos de paz e segurança", afirmou Grynspan,
antiga vice-presidente da Costa Rica. A
ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana Carolyn
Rodrigues-Birkett também destacou "a paz e a segurança", citando em
seguida "o desenvolvimento e os direitos humanos", durante este encontro
organizado pela Presidência do Uruguai.Quanto
a María Fernanda Espinosa, ex-chefe da diplomacia do Equador,
considerou que a ONU deve "acompanhar e reforçar a cooperação
internacional no combate ao crime organizado transnacional"."Está literalmente a destruir as nossas sociedades", afirmou.A
organização atravessa uma grave crise financeira e de confiança,
exemplificada em particular pela decisão do Presidente norte-americano,
Donald Trump, que reduziu drasticamente o financiamento norte-americano
aos programas da ONU, endereçando-lhes várias críticas.Grynspan,
de 70 anos, superou Rodrigues-Birkett no final de uma primeira votação
indicativa do Conselho de Segurança, na semana passada. O argentino
Rafael Grossi, que dirige a Agência Internacional de Energia Atómica
(AIEA), ficou em terceiro lugar.Os outros
candidatos à sucessão de António Guterres, nesta fase, são María
Fernanda Espinosa, a chilena Michelle Bachelet, o ugandês Olara Otunnu e
o senegalês Macky Sall. Guterres termina o segundo mandato como
secretário-geral a 31 de dezembro.