Candidata do PDR pelo Faial quer melhorar condições de vida dos cidadãos

14 de set. de 2016, 11:29 — Lusa/AO Online

  “Acho que, sendo portugueses e estando disponíveis para nos candidatarmos, devemos estar preparados para colaborar e ajudar através da participação política na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”, disse à agência Lusa Maria Eugénia Vaz, que não reside nos Açores, mas está disposta a fazê-lo caso seja eleita. A candidata, de 57 anos, professora do ensino básico, reside no Campo Grande, em Lisboa, dá aulas na Azambuja e garantiu que estaria disponível para se candidatar “por qualquer zona do país”. A cabeça de lista do PDR pelo círculo do Faial disse conhecer a maioria das ilhas dos Açores, especialmente São Miguel (a maior do arquipélago), onde já esteve a residir quando ficou colocada, como professora, na escola da Lagoa. “Quando estive em São Miguel senti que as pessoas tinham receio de dar a cara pelos pequenos partidos”, adiantou a candidata, acrescentando que essa foi também uma das razões que a levaram a candidatar-se. Maria Eugénia Vaz defende uma “reforma do sistema político” nos Açores, região que, no seu entender, deve procurar ser “mais europeia”, combatendo algumas das suas assimetrias e quebrando com a insularidade a que está sujeita. “O problema não é apenas a insularidade, mas também a dupla insularidade”, considerou, notando que a insularidade não é um problema apenas entre os Açores e o território continental, mas também um problema “entre algumas ilhas”. A dedução imediata do subsídio de mobilidade nas ligações áreas entre os Açores e o continente, e a reversão do fim das quotas leiteiras são algumas das medidas preconizadas pela cabeça de lista do PDR. Com 36 anos de serviço e com uma “vasta experiência” profissional, sobretudo na área da Educação, Maria Eugénia Vaz é militante do PDR desde a fundação do partido, em 2014. O PDR é um dos dez partidos que se candidata nestas eleições pelo círculo do Faial, que elege quatro dos 57 deputados do parlamento dos Açores, onde o PS é maioritário. O PS governa os Açores há 20 anos, arquipélago onde há nove círculos eleitorais, coincidentes com cada uma das ilhas, e um círculo regional de compensação (que junta os votos que não permitiram eleger deputados nos círculos de ilha). O PS tem 31 dos 57 lugares na Assembleia Legislativa dos Açores, enquanto o PSD, o maior partido na oposição, conquistou 20 mandatos. O CDS-PP tem três deputados no parlamento regional, enquanto BE, PCP e PPM conseguiram um mandato cada.