Canadair estiveram inoperacionais por falha mecânica e inspeção por horas de voo
Incêndios
11 de ago. de 2022, 14:00
— Lusa/AO Online
O incêndio que começou no sábado na
localidade de Garrocho (Covilhã) e que se estendeu a três municípios do
distrito da Guarda (Manteigas, Gouveia e Guarda) mantém-se ativo, apesar
de ter tido uma evolução favorável durante a noite.“Estamos
cautelosos. Há ainda muito trabalho a fazer de consolidação. O
perímetro é significativo e o vento pode causar algumas adversidades”,
afirmou Miguel Cruz.Este responsável
falava durante uma conferência de imprensa, realizada na Junta de
Freguesia de Valhelhas (concelho da Guarda), sobre o incêndio que
começou na Covilhã (distrito de Castelo Branco) e que afetou também
Manteigas, Gouveia e Guarda.“O incêndio
mantém-se ativo, apesar de ter tido uma evolução favorável face ao dia
anterior [quarta-feira], fruto do trabalho desenvolvido ao longo da
noite. Aproveitaram-se as oportunidades que a noite permitiu, como
variação da temperatura, humidade e vento”, sublinhou.Na
conferência de imprensa, o segundo-comandante operacional da ANEPC
realçou “algumas preocupações no triângulo posicionado entre Manteigas,
Vale da Amoreira e Folgosinho. É aqui que estamos a insistir com maior
intensidade”, salientou.Questionado pela
Lusa sobre a inoperacionalidade dos dois Canadair (aviões anfíbios
construídos especificamente para combate a incêndios), Miguel Cruz
explicou que hoje “está um operacional e a operar”.“Tivemos
efetivamente ontem [quarta-feira] uma inoperatividade destas duas
aeronaves, sendo que o que está consagrado contratualmente é que a
terceira aeronave substitui uma delas. Naturalmente temos que contar que
as máquinas também falham e também tem que ter processos de revisão.
Foi o que aconteceu com esta terceira aeronave, que teve um processo de
revisão de 50 horas de voo. É algo que tem que forçosamente acontecer”,
sustentou.O segundo-comandante nacional
sublinhou ainda que existe um conjunto de outros meios aéreos que
complementam o trabalho dos Canadair e que estão no teatro de operações.“Não
é o facto de ter estas aeronaves [Canadair] temporariamente
inoperativas que possa criar aqui uma situação mais complicada ou de
mais fácil resolução”, frisou.Já sobre o
número de operacionais no terreno (cerca de 1.500), Miguel Cruz disse
que não é normal ter um número tão significativo.“Normalmente
não costumamos ter. Penso que já terá havido outros [números de
operacionais] idênticos ou até superiores”, salientou.Quanto
à área ardida até ao momento, que se estima em cerca de 10 mil hectares
até quarta-feira, Miguel Cruz salientou que é um “valor provisório”, e
que será confirmado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das
Florestas.Para já, o segundo-comandante nacional da ANEPC não prevê a desmobilização de meios do teatro de operações.“Não vai haver desmobilizações de operacionais. O dispositivo instalado será o adequado. Pode haver alguns ajustes”, concluiu.