Canadá com dificuldades em identificar objetos a sobrevoar espaço aéreo norte-americano
14 de fev. de 2023, 12:29
— Lusa/AO Online
As pequenas dimensões dos
objetos dificultam a deteção pelos radares, terrestres e aéreos, referiu
o major-general Paul Prévost, à frente do Estado-Maior Conjunto das
Forças Armadas do Canadá."Estamos a estudar como podemos responder a essas deficiências no futuro", acrescentou.Os militares afirmaram suspeitar que estes objetos sejam balões, mas frisaram que, neste momento, esta é apenas uma suposição.Dois dos três objetos derrubados desde sexta-feira na América do Norte caíram no Canadá.Washington
derrubou, na sexta-feira, um objeto no Alasca, e, no dia seguinte, um
segundo dispositivo foi abatido numa das áreas mais remotas do Canadá,
em Yukon, a cerca de 160 quilómetros da fronteira com o Alasca. No
domingo, o terceiro objeto caiu em águas canadianas, no lago Huron.A
cadeia norte-americana CNN disse na segunda-feira que um memorando do
Pentágono descreveu o objeto derrubado no Canadá, no sábado, como um
"pequeno balão metálico com uma carga por baixo".No
sábado, a ministra da Defesa canadiana, Anita Anand, escusou-se a dar
pormenores sobre o dispositivo, dizendo que o objeto era "semelhante mas
mais pequeno" do que o balão chinês abatido ao largo da costa da
Carolina do Norte, a 04 de fevereiro.As
autoridades de Otava também notaram que as condições meteorológicas e os
locais onde os dispositivos foram derrubados estão a dificultar a busca
e a recuperação dos restos destes objetos.O
responsável da Polícia Montada do Canadá Sean McGills, que está a
coordenar as operações de resgate dos restos dos dois artefactos caídos
em território canadiano, explicou que a área de busca é vasta, até três
mil quilómetros quadrados, e, no caso de Yukon, trata-se de uma zona
montanhosa.As autoridades canadianas mobilizaram três aviões e dois helicópteros para localizar o que restou dos dispositivos em Yukon.No lago Huron, a guarda costeira lidera as buscas pelo terceiro objeto abatido.Apesar da intensidade das buscas, McGillis alertou que "não há garantias" de que o que sobrou dos objetos seja recuperado.