Campanha SOS Cagarro começa sexta-feira em formato online
8 de out. de 2020, 16:22
— Susete Rodrigues/AO Online
Esta iniciativa, que se realiza desde
1995, visa a conservação dos cagarros, uma das aves marinhas mais
emblemáticas do arquipélago, envolvendo cidadãos e várias entidades, que
participam em brigadas de salvamento de juvenis que, ao saírem dos
ninhos, à noite, são afetados pela poluição luminosa, adianta nota do executivo.
Este
ano, e devido aos constrangimentos causados pela pandemia de Covid-19, a
sessão de abertura vai realizar-se em formato digital, através de um
webinar que será transmitido em direto na página do Facebook da Direção
Regional dos Assuntos do Mar.
O programa inclui um
balanço da campanha do ano passado e novas informações sobre a edição
deste ano, será abordada a problemática da poluição luminosa pela
investigadora Elizabeth Atchoi, do Instituto OKEANOS, tema
central do projeto LuMinAves, do qual a Direção Regional dos Assuntos
do Mar é entidade parceira beneficiária, juntamente com a SPEA e o Fundo
Regional para a Ciência e Tecnologia (FRCT).
O
trabalho científico com aves marinhas e a organização de brigadas
científicas são outros temas que serão abordados durante este webinar.
Este
ano será dada continuidade à metodologia das brigadas científicas SOS
Cagarro com o objetivo de recolher informação com relevância científica.
Na ilha do Faial, as brigadas começam
a 21 de outubro e terminam a 4 de novembro, sendo que as inscrições
podem ser realizadas através do Observatório do Mar dos Açores.
Nas restantes ilhas, os interessados em participar devem contactar o Parque Natural da sua ilha.
Na
campanha de 2019, que contou com cerca de 3.000 voluntários e 150
parcerias, foram salvos em todas as ilhas 8.845 juvenis, tendo sido
encontradas 335 aves mortas.
A
campanha SOS Cagarro, que decorre até 15 de novembro, é coordenada e
dinamizada pelo Governo dos Açores, através da Direção Regional dos
Assuntos do Mar, em parceria com a Direção Regional do Ambiente, através
dos Parques Naturais de Ilha, da Azorina e de muitas entidades públicas
e privadas, incluído empresas ecoturísticas e associações de defesa do
ambiente.