Campanha começa no domingo com recorde de 11 candidatos
Presidenciais
Hoje 09:20
— Lusa/AO Online
As
eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro, com a
campanha a terminar no dia 16, para o habitual dia de reflexão na
véspera do sufrágio.Concorrem às
presidenciais 11 candidatos, um número recorde, sendo eles Henrique
Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António
Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António
José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o
sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim
Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado
pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira. Nos
boletins de voto, porém, vão constar 14 nomes, incluindo os três
candidatos excluídos pelo Tribunal Constitucional, após não terem
corrigido no prazo estipulado irregularidades que tinham sido
identificadas: Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.A pré-campanha tem sido marcada por casos que envolvem os candidatos Luís Marques Mendes e Henrique Gouveia e Melo.No
caso do candidato apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS), a
revista Sábado noticiou que Marques Mendes se recusava esclarecer como
ganhou 709 mil euros líquidos nos últimos dois anos enquanto consultor
externo da sociedade Abreu Advogados. Marques Mendes enviou depois à
Lusa uma lista com 22 clientes da sua empresa.Quanto
a Gouveia e Melo, também a revista Sábado avançou que o Ministério
Público de Almada está a investigar vários ajustes diretos aprovados
pelo almirante enquanto comandante Naval da Marinha (2017 a 2020). A
Procuradoria-Geral da República esclareceu que o inquérito em curso se
encontra “em fase final de investigação” e que o candidato à Presidência
da República não é arguido no processo.Alguns
candidatos expressaram o desejo de que o período oficial de campanha
não seja marcado por “casos” mas que sirva para discutir temas “que
interessam à vida dos portugueses”, como, por exemplo os problemas do
Serviço Nacional de Saúde (SNS).Se nas
últimas eleições presidenciais, em janeiro de 2021, a campanha arrancou
numa altura em que se admitia a possibilidade de um novo confinamento
para conter a pandemia de covid-19, agora começa em pleno surto de gripe
que tem colocado pressão sobre as urgências hospitalares e o tema da
saúde a marcar as intervenções de vários candidatos.É
esperado também que a crise da habitação, considerada por alguns
candidatos como um dos principais problemas do país, seja um dos temas
abordado durante a campanha.Com as
presidenciais marcadas para 18 de janeiro, uma eventual segunda volta,
que por lei acontece três semanas depois, calhará em 08 de fevereiro.O
vencedor deste sufrágio vais substituir o atual Presidente da
República, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu
mandato em março de 2026.Desde 1976, além
de Marcelo Rebelo de Sousa, foram Presidentes António Ramalho Eanes
(1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006) e
Cavaco Silva (2006-2016).