Caminho de acesso a Fajã dos Cubres continua interdito à circulação
27 de out. de 2025, 16:41
— Lusa/AO Online
A
derrocada ocorreu no dia 09 de outubro e desde essa altura que o caminho
se mantém encerrado à circulação rodoviária, porque os deslizamentos
continuam a ocorrer de cada vez que chove com maior intensidade, segundo
o presidente da Câmara Municipal da Calheta, Décio Pereira.O
autarca referiu à agência Lusa que o município aguarda pelo
relatório final do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), que
definirá as medidas a tomar.Por agora, o
Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil continua ativo e a
autarquia permite que, em determinados momentos, sempre de acordo com o
estado do tempo, a circulação dos habitantes das Fajãs servidas por esta
via se faça de moto-quatro.“Tivemos um
relatório preliminar, apenas, do LREC e estamos a aguardar o relatório
final. É uma situação que temos acompanhado diariamente, porque tem de
ser. Há bastante depósito na encosta que vai acabar por cair, e quando
há condições meteorológicas, em particular chuva, vai caindo aos
poucos”, contou o presidente da Câmara da Calheta.Segundo
Décio Pereira, a intervenção a realizar no local, a ser feita, “vai
requerer envolvimento da parte do Governo Regional” dos Açores, alegando
que “não pode ser só a Câmara” a envolver-se no processo.“Vamos
aguardar que os dias de chuva, se forem mais abundantes, possam trazer
um pouco ou a totalidade desse material [existente na encosta e que é
arrastado pela água], mas é uma situação delicada que temos em mãos”,
admitiu.Segundo o autarca, os habitantes
encaram a situação com “alguma naturalidade”, admitindo que, à
semelhança de outras situações já verificadas, “a própria Natureza se
poderá encarregar de fazer o trabalho total, ou seja, trazer tudo cá
para baixo”.“A questão, no fundo, neste
momento, prende-se, sobretudo, com uma coisa, no meu entendimento, [que]
é a salvaguarda da vida humana e a integridade”, disse.Décio
Pereira referiu que os moradores nas Fajãs dos Cubres, Belo e Caldeira
de Santo Cristo, que são servidas pelo caminho que permanece
intransitável, “têm a perfeita noção do que é que está a acontecer”.“O
acesso de que estamos a falar é o acesso ao coração do Parque Natural
de Ilha e ao local mais visitado da ilha de São Jorge. […] Daí que toda a
envolvência da Secretaria [Regional] do Ambiente e do Governo Regional
no seu todo será necessária, se a situação nos próximos tempos não se
desenvolver de forma positiva”, salientou.No
entanto, por estar em fim de mandato autárquico, Décio Pereira indicou
que o assunto já ficará a cargo do próximo presidente da Câmara da
Calheta, António Viegas, a quem vai “ceder toda a informação” para que
“possa agilizar” os procedimentos necessários.Ainda
de acordo com o responsável, o Plano Municipal de Emergência e de
Proteção Civil mantém-se ativado e “deve continuar, porque é um
mecanismo que possibilita agilizar processos, que possibilita requerer
equipamentos e é necessário numa situação dessas”.