Câmara e empresários no Faial contra centralização do transporte marítimo de mercadorias
24 de jun. de 2021, 08:13
— Lusa/AO Online
A posição do presidente da Câmara, José Leonardo Silva, foi reiterada numa reunião com agentes de navegação na ilha do Faial.Numa
nota enviada à agência Lusa, a autarquia refere que a reunião, que
contou também com a presença da Câmara de Comércio e Indústria da Horta,
teve por objetivo "analisar o atual modelo, numa altura em que está em
discussão a proposta de criação de um estudo àquele setor, apresentado
pelos partidos que suportam o Governo [PSD/CDS-PP/PPM], na Assembleia
Legislativa da Região Autónoma dos Açores"."A
criação de plataformas logísticas centralizadas em algumas ilhas dos
Açores, ao nível do transporte marítimo de mercadorias, não reforça a
coesão regional e representa um retrocesso de décadas nas importações e
exportações de e para a região", é indicado na nota.Esta
posição, é acrescentado, foi também defendida na reunião por armadores e
agências de navegação, na ilha do Faial, ao presidente da Câmara
Municipal da Horta. “Esta
questão de que agora se fala de criar plataformas logísticas não
reforça a coesão regional, nem tão pouco poderemos querer desenvolver
umas ilhas à custa de outras”, sublinha José Leonardo Silva, citado no
comunicado.Para o autarca, a alteração ao atual modelo, só poderá representar “um passo atrás no transporte de mercadorias nos Açores”.Ainda
segundo José Leonardo Silva, na reunião houve “uma unanimidade de
posições”, que se resumem à conclusão de que até existe “bom sistema”
que, “com o passar dos anos, pode e deve sempre ser melhorado, sobretudo
ao nível das exportações”.Segundo
o autarca, quem opera no setor assegura que o atual sistema permite que
a mercadoria chegue “a todas as ilhas ao mesmo preço, com uma tabela
comum, em condições de segurança e com uma periodicidade semanal, em
toda a região”. “Não
estamos contra a criação de um estudo, desde que os seus pressupostos
sejam efetivamente os de perceber as dificuldades do setor no sentido de
os melhorar, mas somos terminantemente contra alterações que sirvam
para cumprir compromissos políticos”, acrescenta o autarca.