Câmara do Funchal elimina derrama municipal para apoiar comércio e criação de emprego
11 de nov. de 2021, 15:19
— Lusa/AO Online
“Nós
achamos que esta taxa de IRC, ao eliminarmos, estamos a dar
possibilidade de os empresários poderem fazer o reinvestimento na sua
área produtiva e contribuir, desta forma, para fazer crescer o apoio ao
comércio e a criação de postos de trabalho”, afirmou o presidente da
autarquia funchalense em declarações aos jornalistas, após a reunião
semanal do executivo. A medida, que terá
de merecer o aval da Assembleia Municipal, foi aprovada com os votos
favoráveis dos seis vereadores coligação PSD/CDS-PP e os votos contra
dos cinco elementos da Confiança (PS/BE/MPT/PDR/PAN), indicou Pedro
Calado. “A coligação Confiança não está de
acordo, queria manter a taxa da derrama, mas foi aprovado do nosso lado
eliminarmos a taxa de derrama. Foi aliás uma promessa eleitoral da
nossa parte e vamos fazer isso”, assumiu.Também
no que diz respeito ao apoio à empresa municipal Frente Mar Funchal,
responsável pela gestão das praias, complexos balneares e espaços
públicos e estacionamentos do principal e mais populoso concelho da
Madeira, os dois grupos partidários dividiram-se. A
autarquia aprovou, com os votos contra da coligação Confiança, a
transferência de 954 mil euros para a Frente Mar Funchal “no sentido de
viabilizar a empresa e de fazer a continuidade e de preservar os postos
de trabalho”, defendeu Pedro Calado. O
chefe do executivo municipal notou que, ao contrário da coligação
liderada pelo PS, que pretende “dissolver e liquidar a empresa”, a
autarquia quer viabilizar a Frente Mar.Já
relativamente ao IMI (Imposto Municipal Sobre Imóveis), Pedro Calado
adiantou que foi aprovado, por unanimidade, propor à Assembleia
Municipal a fixação da taxa de 0,3%.Esta
taxa pode, igualmente, ser reduzida “para agregados familiares com
número de dois, três ou mais dependentes”, apontou ao autarca.Ainda
em matéria fiscal, a Câmara do Funchal aprovou submeter à Assembleia
Municipal “a fixação da devolução do IRS a todos os funchalenses, na
taxa de 2,5%”, com a abstenção da Confiança, coligação que perdeu a
liderança do município nas eleições autárquicas de 26 de setembro.Pedro
Calado disse também, em resposta às questões dos jornalistas, que a
realização da tradicional Noite do Mercado, que se realiza todos os anos
em 23 de dezembro, está dependente da avaliação das autoridades
regionais de saúde, corroborando a posição já transmitida pelo
presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque. O
presidente da Câmara Municipal do Funchal revelou que vai reunir-se, em
breve, com o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, para discutir a
realização e os moldes da festa, tendo em conta a situação
epidemiológica na região.Calado advertiu,
porém, que mesmo que o evento se realize, “tem de se tentar evitar” uma
festa “com milhares e milhares de pessoas […] como nos bons velhos
tempos”.“Pode ser uma noite do mercado
semelhante à que houve no ano passado, com algumas limitações no
interior do mercado. Vamos tentar adaptar e ver o que é possível fazer”,
observou.