Câmara do Comércio de Angra defende “privatização imediata” da Azores Airlines
17 de jul. de 2025, 15:21
— Lusa/AO Online
A
Azores Airlines registou prejuízos em dez rotas que contribuíram para
os resultados negativos da SATA, revelou o Governo
Regional, defendendo que as contas do grupo em 2024 “foram impactadas
por fatores extraordinários”.Em resposta a
um requerimento do Chega, consultado pela agência Lusa, o Governo dos
Açores indica as rotas Funchal/Boston, Funchal/Toronto,
Funchal/Nova Iorque, Porto/Boston, Porto/Toronto, Porto/Nova Iorque e
Ponta Delgada/Londres como deficitárias.O
executivo açoriano revela, também, que as operações Terceira/Nova
Iorque, Terceira/Boston e Ponta Delgada/Milão tiveram impacto nos
prejuízos da SATA em 2024 ao apresentarem resultados negativos durante o
inverno.Perante este cenário, em
comunicado, a CCIAH voltou a defender, “convictamente, a
privatização imediata da Azores Airlines, enquanto condição essencial
para a sua viabilidade”.“Durante
demasiados anos, a empresa sofreu com decisões orientadas por critérios
políticos e não de gestão empresarial, dando prioridade a rotas que
agora se comprova serem claramente desequilibradas do ponto de vista
financeiro”, argumenta a direção.A SATA
“precisa urgentemente de uma gestão privada, profissional e orientada
por critérios de eficiência económica, que garanta a sua
sustentabilidade e a qualidade da conectividade aérea dos Açores com o
exterior”.Na nota, a CCIAH exorta a
secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta
Cabral, a prestar esclarecimentos adicionais sobre a rentabilidade das
rotas aéreas operadas a partir da ilha Terceira, com especial foco nas
ligações aos Estados Unidos da América.“A
resposta oficial indica que as rotas
Terceira-Nova Iorque-Terceira e Terceira-Boston-Terceira apresentaram
resultados negativos durante o inverno, o que levanta uma questão
essencial: não têm essas rotas desempenho positivo durante o verão?”,
questiona.A organização solicita a
divulgação da taxa de ocupação registada no inverno para todas as rotas
operadas pela Azores Airlines, para “uma análise mais rigorosa, objetiva
e transparente da sua viabilidade”, alertando que “não se devem tirar
conclusões precipitadas apenas com base na época baixa”.A
direção da associação empresarial refere ainda que a divulgação oficial
confirma a justiça do seu pedido, feito em outubro de 2024 à Assembleia
Legislativa Regional, para a criação de uma comissão de inquérito às
rotas deficitárias da Azores Airlines.