Câmara do Comércio de Angra considera preços de energia nos Açores inaceitáveis
24 de nov. de 2023, 12:22
— Lusa/AO Online
A
posição da associação empresarial das ilhas Terceira, São Jorge e
Graciosa surge na sequência de uma reunião, realizada na quarta-feira,
pela Comissão do Comércio da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo.Num
comunicado com as conclusões da reunião, a associação empresarial
alerta para o aumento dos custos de energia e "a ausência de medidas
compensatórias para fazer face à perca de rentabilidade e
competitividade das empresas". "Numa
região com fortíssima presença das energias renováveis e que poderia ser
um exemplo mundial de sustentabilidade energética, é inaceitável que os
preços praticados por uma empresa com maioria de capital público se
mantenham nos valores atuais e provoquem tão graves constrangimentos às
empresas e famílias", aponta a CCAH.A
Comissão do Comércio assinala que "há um risco e perigo claro de a
região, e o país, entrarem em deflação e com uma travagem económica
desastrosa". Segundo a associação
empresarial da Terceira, São Jorge e Graciosa, "desde o início deste
trimestre, nota-se, claramente, uma diminuição da faturação, em
comparação com o mesmo trimestre do ano anterior".E, esta situação "terá reflexos e consequências diretas na criação de riqueza e manutenção de emprego", sustentam. No
turismo, a Câmara do Comércio de Angra assinala a importância de
diminuir a sazonalidade, que permita a criação e manutenção do emprego
naquele setor.Já no que se refere aos
vencimentos dos trabalhadores, a CCAH defende a "manutenção dos
incentivos ao incremento do ordenado médio, de forma a que as empresas
possam ter algum apoio para a subida dos salários médios" e evitar
"situações de injustiça e desigualdade entre funcionários, face ao
aumento do salário mínimo em 2024". A
associação empresarial açoriana manifestou ainda "uma enorme apreensão"
relativamente ao "crescimento da economia paralela" exigindo uma maior
fiscalização às alegadas infrações.Por outro lado, consideram que se mantêm as dificuldades relacionadas com os transportes marítimos.As
empresas e consumidores "continuam a ser afetados" pelo "atraso de
material e mercadorias", devido "aos problemas relacionadas com as
cadeias de abastecimento e a ausência de contentores no mercado
mundial", acrescenta a associação empresarial.