Câmara do Comércio da Horta quer suspensão da derrama

Para combater crise

14 de out. de 2008, 15:21 — Lusa/AOonline

Segundo Fernando Guerra, presidente da CCIH, a autarquia devia seguir o exemplo do Governo da República, que anunciou linhas de crédito às empresas e uma redução do IRC, para evitar falências.     “Com esta atitude, a Câmara da Horta despenalizaria as empresas do concelho do pagamento deste imposto”, sublinhou o empresário, para quem “é necessário introduzir medidas conducentes a atenuar as dificuldades financeiras das pessoas e das empresas”.     Fernando Guerra alegou que a crise financeira que afecta, de uma forma geral, todo o mundo, já teve repercussõe também nos Açores.     No seu entender, “o sucessivo aumento dos custos dos produtos” e o consequente “aumento generalizado do custo de vida”, associado ao progressivo aumento das taxas de juro e ao endividamento das famílias, conduz a uma “acentuada retracção ao consumo”.     Preocupações que, na opinião do presidente da CCIH, aumentam no caso do Faial, devido à “reduzida dimensão das empresas”, à “debilidade do nosso tecido empresarial” e aos “constrangimentos do mercado local”.     Fernando Guerra adiantou que este apelo aos responsáveis autárquicos é feito nesta altura (em plena campanha eleitoral para as legislativas regionais de domingo), porque a autarquia está a ultimar a proposta de Plano e Orçamento para 2009.     “O timing não tem nada a ver com o quadro eleitoral”, frisou o presidente da CCIH, em resposta aos jornalistas.     Já o presidente da Câmara Municipal da Horta, João Fernando Castro, recusou-se a falar sobre esta proposta dos empresários antes das eleições do dia 19 de Outubro, relegando para a próxima semana uma eventual resposta a este pedido.     A derrama no concelho da Horta (de 1,5 por cento sobre todas as empresas do concelho com facturação superior a 150 mil euros/ano), foi criada em Dezembro do ano passado e vigora, pela primeira vez, este ano.     Um imposto que nunca foi bem aceite pelos empresários locais, que contestaram a medida alegando que o tecido empresarial da ilha era muito frágil.