Câmara de Ponta Delgada transfere 1,6 ME para freguesias
23 de jan. de 2020, 09:40
— Lusa/AO Online
José Manuel
Bolieiro salientou que, durante os anos em que liderou o município,
“para além da equidade de tratamento, para além da regularidade e
objetividade de transferência de meios financeiros para as freguesias,
não ficou o dito depois por cumprir”.O
autarca, que vai deixar a presidência do município da ilha de São Miguel
que lidera desde 2012, para assumir o PSD/Açores a tempo inteiro,
falava nos Paços do Concelho de Ponta Delgada, durante a cerimónia de
assinatura dos contratos interadministrativos de delegação de
competências com as freguesias.Aos 1,6
milhões de euros que a câmara irá transferir este ano para as juntas,
acresce ainda um apoio à participação nas Grandes Festas do Espírito
Santo, o qual tem um montante variável, mas que em 2019 o valor global
foi de 38.500 euros.Segundo José Manuel
Bolieiro, a transferência anual é “entregue de forma duodecimal” e “tem
escrutínio, porque há responsabilidade das freguesias de apresentarem o
seu relatório de atividades”, para que a autarquia avalie “a execução
das verbas transferidas”, além de que as “prioridades de intervenção
[são] na ordem socioeducativa”.O
presidente da câmara referiu que a distribuição das verbas cumpre os
critérios definidos pelo Fundo de Equilíbrio Financeiro da Lei de
Finanças Locais, que respeitam a dimensão demográfica e territorial, mas
o município fez “sempre uma opção de majorar os territórios e as
freguesias mais pequenas, porque são recetores de menores verbas das
transferências do Orçamento de Estado”. Esta decisão visa “combater o
isolamento” e ajudar no “esforço de fixação das populações ao seu
território”.José Manuel Bolieiro, que
sucedeu a Alexandre Gaudêncio na liderança da estrutura regional
social-democrata, mencionou que “se há poder democrático deste país mais
escrutinado sobre o controlo da democraticidade, legalidade da despesa
pública, sobre o controlo administrativo, judiciário, de investigação
criminal (…), é o autarca e as autarquias”.“Temos
leis que são complexas, às vezes difíceis de interpretar, podemos
rapidamente cometer, digamos que negligentemente e não dolosamente, uma
irregularidade e não é por defeito da nossa inteligência, do nosso
cuidado ou da honestidade”, prosseguiu.José
Manuel Bolieiro, vice-presidente de Rui Rio na direção nacional do PSD,
foi, em dezembro, eleito líder do PSD/Açores, com 98,5% votos, numa
eleição para a qual era o único candidato. Sucedeu a Alexandre
Gaudêncio, presidente da Câmara da Ribeira Grande, alvo de uma
investigação da Polícia Judiciária por suspeita de crimes de peculato,
prevaricação, abuso de poder e falsificação de documentos.No
24.º congresso do partido, que se realizou no passado fim de semana, na
ilha do Pico, anunciou que iria abandonar a presidência da autarquia em
02 de março.