Câmara de Ponta Delgada promove Centro de Emergência para sem-abrigo
28 de ago. de 2025, 16:03
— Lusa/AO Online
Segundo a Câmara
Municipal de Ponta Delgada, trata-se de uma parceria com o Instituto
São João de Deus, pretendendo-se que “estas novas respostas sociais
venham juntar-se ao vasto conjunto de medidas implementadas pelo
município para fazer face à problemática de pessoas em situação de
sem-abrigo e com dependências”.Os termos
dos protocolos a celebrar com o Instituto São João de Deus foram
aprovados por unanimidade, em reunião ordinária da autarquia, cujo
presidente, Pedro Nascimento Cabral, citado em nota de imprensa, referiu
que o Centro de Emergência Social terá capacidade para responder até 30
pessoas em situação de sem-abrigo, dispondo de um gabinete de apoio
psicossocial, refeitório e balneários "com condições adequadas à
realização de higiene pessoal".O
social-democrata afirmou que se pretende “providenciar obras num
edifício da Casa de Saúde que tem acesso direto ao exterior e adaptá-lo
para que possa oferecer a estas pessoas cuidados psicológicos e espaços
dignos para a sua alimentação e higiene”.Os
sem-abrigo e pessoas com dependências beneficiarão também de todos os
serviços complementares já existentes nas instalações do Instituto São
João de Deus, nomeadamente da lavandaria.Pedro
Nascimento Cabral explicou que a residência de reabilitação social
pretende constituir-se como uma unidade residencial para 10 pessoas com
problemas aditivos que tenham cumprido com sucesso o programa de
tratamento a que se submeteram.A autarquia
vai, entretanto, comparticipar o financiamento de obras num outro
imóvel do Instituto São João de Deus, para que, após tratamento e
desintoxicação, as 10 pessoas possam ser permanentemente acompanhadas
por uma equipa especializada, constituída por profissionais de
enfermagem, psiquiatras, psicólogos e animadores socioculturais”.A
adaptação do imóvel ascende aos 330 mil euros, sendo que, além de os
protocolos com o Instituto São João de Deus “promoverem o acolhimento de
mais pessoas em risco de exclusão social, vão permitir descentralizar
as respostas sociais para outros locais do concelho”.Segundo
o autarca, o diagnóstico realizado “evidencia que cerca de metade das
pessoas sem-abrigo em Ponta Delgada são provenientes de outros
municípios”, o que “reforça a importância de uma atuação descentralizada
na ilha de São Miguel”, promovendo uma “resposta integrada destes
problemas sociais junto da comunidade de residência”.Em
cooperação com o Instituto de Solidariedade Social dos Açores, foi
encontrada solução habitacional para mais de 100 pessoas em situação de
sem-abrigo ou exclusão social, desde 2021, segundo a autarquia.