Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo propõe academia de exploradores na ilha Terceira
18 de jun. de 2024, 16:14
— Lusa
“A
ideia, no fundo, é criar vários pequenos eventos ao longo do ano e
fazer com que esses eventos sejam dirigidos à população dos Açores, seja
ela estudantil, seja ela docente”, explicou, em declarações aos
jornalistas, o presidente da associação empresarial Marcos Couto.O
desafio foi lançado pelo empresário na sessão de abertura da quinta
edição da Glex, organizada pela Expanding World, com a curadoria do
The Explorers Club, de Nova Iorque, que decorre, pelo segundo ano
consecutivo, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.A
Glex Academy é para já apenas uma ideia, mas Marcos Couto deu exemplos
de iniciativas que já estão a decorrer e que se integrariam neste
projeto.“Quinta-feira, após a [cimeira]
Glex, a professora Ana Pires, que fez a missão análoga [simulação de uma
missão lunar realizada na Gruta do Natal] e que é a primeira
cientista-astronauta portuguesa, vai ficar na ilha Terceira e vai fazer
um ‘workshop’ para professores da região, gratuitamente”, revelou.A
Glex Summit promoveu também este ano o concurso “Explora Açores”, para
jovens entre os 13 e os 18 anos e os três vencedores “vão ao Explorers
Club de Nova Iorque passar um dia com exploradores mundiais”.O presidente da CCAH defendeu que a Glex Academy poderia ainda atrair filhos de exploradores internacionais à ilha Terceira.“Podemos
trazer os filhos dos exploradores mundiais aqui. Trazendo os filhos,
trazemos os pais, os avós, os primos, os amigos e damos uma alavancagem
muito maior, com a possibilidade de lhes proporcionar coisas
completamente diferentes”, sugeriu.Para
Marcos Couto a Glex Summit “é indiscutivelmente um evento altamente
diferenciador” e pode abrir portas para outros projetos.“Estes
eventos são importantes para dar corpo, para dar visibilidade, mas há
todo um outro trabalho que pode ser feito, com repercussões muito
diretas nos nossos alunos, nos professores da região, no ‘know-how’ que
trazemos”, vincou.A cimeira realizou-se pelo segundo ano consecutivo em Angra do Heroísmo, contando com um apoio de 200 mil euros do município.Marcos
Couto lamentou que o apoio seja “exclusivamente camarário”, mas disse
que “o importante é que estes eventos tragam retorno à ilha e à região”,
alegando que isso “já é um facto consumado”.“É
um erro tremendo que a região comete de forma sistemática, os nossos
políticos, os nossos governantes, que é esperar que seja esta gente a
trazer-nos alguma coisa. Ficamos nós sentados de cadeira, achamos que
colocamos o dinheiro em cima das coisas e que isto se resolve por si. A
responsabilidade de dar visibilidade e continuidade a este tipo de
eventos é nossa. Tenhamos nós essa capacidade, que eles são parceiros”,
apontou.A Glex Summit, que decorre até
quarta-feira em Angra do Heroísmo, conta com 40 oradores convidados e
cerca de 120 cientistas e exploradores inscritos.