24 de jan. de 2020, 13:22
— Susete Rodrigues/AO Online
Trata-se de uma medida da
autarquia, no âmbito de uma candidatura ao Programa Operacional
Açores 2020, e representa um investimento total de 512.769,00 euros,
financiados a 85% pelo POAçores2020, e que permitirá dar
continuidade à aposta do município no sistema porta-a-porta de
recolha de resíduos, explica nota.
No seguimento da aposta do
município na recolha porta-a-porta em detrimento da recolha de
proximidade (contentores públicos coletivos), a edilidade tem ainda
algumas situações pontuais em resolução mas os lagoenses e estão,
cada vez mais, a alterar o comportamento no que diz respeito aos seus
resíduos.
A presidente da Câmara
Municipal da Lagoa, Cristina Calisto, acredita que “com a entrega
dos ecopontos domésticos por todas as habitações do concelho,
daremos uma nova imagem à recolha seletiva, excluindo a necessidade
dos sacos de plástico e eliminando uma das mais habituais desculpas
identificadas nas campanhas de sensibilização ambiental referente à
falta de contentor doméstico”, disse citada na mesma nota
De referir que segundo os
dados da Musami, em 2019 o concelho da Lagoa aumentou os valores da
recolha seletiva em 32% face a 2018, sendo também um dos municípios
com melhores indicadores de reciclagem em São Miguel, com 36% dos
resíduos entregues na Musami a serem provenientes da recolha
seletiva.
Contudo, apesar de uma
evolução positiva, a autarquia aposta em melhorar este indicador,
procurando igualmente atingir a meta europeia para 2025 de 55% dos
resíduos urbanos serem encaminhados para a reciclagem, tanto pelo
efeito potenciador deste investimento como pela futura alteração no
modelo de recolha, com a introdução da recolha de resíduos urbanos
biodegradáveis, que só avançará com a existência de um destino
adequado para estes resíduos, nomeadamente com a entrada em
funcionamento do centro de tratamento biológico da Musami.