Câmara da Lagoa aprova orçamento de 18,7 ME para 2023
19 de dez. de 2022, 15:25
— Lusa/AO Online
Em 2022 o orçamento daquele município da ilha de São Miguel totalizou os 12,9 milhões de euros.O
orçamento para 2023 foi aprovado, por maioria, em reunião de assembleia
municipal, com sete abstenções dos elementos da coligação 'Lagoa
Unida', composta pelo PSD, CDS-PP e PPMA Assembleia Municipal da Lagoa é composta por 26 deputados municipais.Numa
nota enviada às redações, a autarquia presidida por Cristina Calisto
(PS) sublinha que o orçamento para o próximo ano, com um valor total de
18.724.000 euros, “será o maior dos últimos 10 anos para o concelho da
Lagoa”.A presidente da autarquia, citada
na nota, adianta que “sete dos quase 19 milhões de euros serão dedicados
a investimento no concelho, que será concretizado com recurso a
receitas próprias e, também, por via de apoios comunitários do programa
CONSTRUIR 2030 e do PRORURAL”. “Além
disso, está previsto ainda uma forte dotação financeira proveniente do
Plano de Recuperação e Resiliência [PRR] para implantação da Estratégia
Local de Habitação”, especifica Cristina Calisto.De
acordo com a Câmara, a Estratégia Local de Habitação "terá um peso
significativo de investimento no orçamento camarário para o próximo ano,
levando a um reforço de mais de 600% na área da Ação Social, num quadro
em que a autarquia, submetendo candidaturas, conta vir a ser apoiada a
100% ao abrigo do PRR".Segundo a autarca
socialista, "serão realizadas obras que vêm responder a anseios da
população nas várias freguesias", entre as quais a melhoria das
infraestruturas de segurança rodoviária, aquisição de terrenos para
parques de estacionamento, reforço das obras de manutenção do parque
escolar e do parque habitacional.A Câmara
destaca ainda para 2023 "meio milhão de euros" para investimento em
medidas municipais para "mitigar a diminuição do poder de compra, das
famílias e empresas lagoenses", devido "à conjuntura internacional".Para
a juventude, desporto, turismo e ambiente, haverá "um reforço na ordem
dos 29%, que incluirá o Orçamento Participativo e a Requalificação
Urbana da Zona Balnear da Baía de Santa Cruz", avança a autarquia.A
área do ambiente terá "um aumento de cerca de 5%" para ações
relacionadas com a qualidade do abastecimento de água e aquisição de
equipamento para recolha seletiva.Na
cultura e educação "haverá uma redução" em relação a 2022, justificada
"com o grande investimento dedicado às comemorações dos 500 anos de
elevação de Lagoa a vila e sede de concelho e 10º aniversário de cidade"
ao longo de 2022.O vereador
social-democrata António Vasco Viveiros justificou à Lusa a abstenção da
coligação 'Lagoa Unida' com "a evolução" nos documentos em relação a
2022."No último ano tínhamos votado contra, porque o nível de investimento era substancialmente mais baixo”, recordou. Para
2023, há “uma evolução, porque a Câmara apresentou uma proposta com um
reforço significativo na área da habitação através de um acordo que
supostamente será feito com o Instituto da Habitação e da Reabilitação
Urbana (IHRU)", explicou.“Havendo uma
alteração naquilo que para nós é essencial, o investimento público,
alteramos o sentido de voto em relação a 2022", acrescentou.Por
outro lado, destacou também que o orçamento da Lagoa prevê para 2023
"um reforço nos apoios sociais" para apoiar as famílias, "tendo em conta
a crise".Ainda assim, assinalou que o
orçamento tem "um crescimento significativo das despesas correntes",
resultante da necessidade de "integração" de trabalhadores que estavam
ao "abrigo de programas ocupacionais".António
Vasco Viveiros apontou também que "não foi encontrada uma solução que
defenda melhor os interesses dos lagoenses" em relação à 'Portas da
Lagoa' (Sociedade de Desenvolvimento De Lagoa), o que leva também a
coligação "a não votar favoravelmente" as propostas."Não
sendo os terrenos propriedade da Lagoa, é a Câmara que, no fundo, faz
toda a amortização do passivo da Portas da Lagoa, através de um
contrato", referiu.