Câmara da Horta investe na modernização do setor dos resíduos

Covid-19

16 de abr. de 2020, 11:29 — Susete Rodrigues/AO Online

Segundo o presidente da Câmara Municipal, José Leonardo Silva, trata-se de uma "viatura com múltiplas potencialidades e com capacidade, inclusive, para recolher biodegradáveis, num investimento estimado em cerca de 90 mil euros", disse citado em nota.Contudo, acrescentou José Leonardo Silva, o investimento no setor dos resíduos não deverá ficar por aqui. Por se tratar de um setor estruturante para a autarquia, o objetivo é tirar partido dos fundos comunitários disponíveis, através do PO2020, e adquirir, a breve trecho, uma nova viatura de 12 metros cúbicos, que permitirá contribuir para a modernizar da frota existente, naquele que será um investimento global na ordem dos 150 mil euros.“Tratam-se de investimentos fundamentais para a melhoria das condições de salubridade da nossa ilha, que já é boa, mas ainda mais valorizado numa altura de combate e prevenção à Covid-19", afirmou o autarca.José Leonardo Silva recordou que, nesta fase, foram alterados os circuitos e metodologias de recolha de resíduos, bem como a periodicidade de desinfeção de equipamentos” e que, “numa altura em que o recomendado é ficar em casa, há profissões que não podem parar, até porque em causa está a saúde e o bem estar das pessoas". "A recolha de resíduos é fundamental até porque em causa estão questões higiénico-sanitárias e o nosso pessoal tem feito esse trabalho com muito empenho, o que ressalvo”, acrescentou.Neste momento toda a recolha de resíduos no concelho da Horta é feita com uma atenção redobrada, nomeadamente no que às condições de segurança dizem respeito, “foram criados quatro novos circuitos de recolha, cada uma das viaturas está equipada com kits de desinfeção e fizemos uma maior sensibilização para que os nossos colaboradores cumpram todas as indicações. Aumentámos a frequência de higienização das viaturas de recolha, dos contentores indiferenciados e dos ecopontos, dando especial atenção aos locais de contacto com os utilizadores, nomeadamente a pegas e tampas, recorrendo, para o efeito, ao uso de desinfetantes".A CMH promoveu, entretanto, diversas ações de sensibilização e formação junto dos seus colaboradores, no sentido de ajustar estratégias que visem a promoção da segurança de cada um. José Leonardo Silva apelou ainda a que os munícipes tenham um cuidado redobrado na hora de acondicionar e depositar, nos respetivos contentores, os resíduos produzidos e que evitem depositar monstros, uma vez que essa recolha se encontre suspensa, reservando, para mais tarde, a devida entrega.