Câmara da Horta contabiliza 1,5 ME de prejuízos com o furacão “Lorenzo”
31 de out. de 2019, 18:00
— Lusa/AO online
"Tivemos valores muito elevados
[de prejuízos], sobretudo em estradas e zonas balneares, no valor de um
milhão e meio de euros", explicou José Leonardo Silva, presidente da
Câmara da Horta, em conferência de imprensa, nos Paços do Concelho,
adiantando que é preciso agora definir que despesas serão pagas pela
autarquia e que despesas serão pagas pelos executivos regional e da
República.O autarca socialista diz que
ainda não inscreveu nas propostas de Plano e Orçamento para 2020
qualquer verba para fazer face a estes prejuízos, uma vez que o valor a
pagar pelo município ainda não está definido, mas admite vir a
apresentar, no próximo ano, uma alteração orçamental, para cobrir estas
despesas."Esse montante não está espelhado
em valores orçamentais. Ficou em aberto, isto porque é preciso realizar
primeiro os projetos, verificar os valores e ver o que é que podemos
fazer", explicou José Leonardo Silva, considerando que não seria
correto, da parte do município, "colocar dinheiro no Orçamento à
avença".A zona de Porto Pim, na cidade da
Horta, a costa da Feteira e o lugar do Varadouro, no Capelo, foram as
zonas mais afetadas pela forte ondulação gerada pelo furacão "Lorenzo",
que destruiu moradias, estradas e zonas balneares e provocou dezenas de
desalojados.O presidente da Câmara da
Horta, na ilha do Faial, entende que é preciso também avaliar se vale a
pena reconstruir moradias em algumas das zonas afetadas pelo furacão, no
sentido de precaver outros estragos no futuro."Vamos
solicitar pareceres a outras entidades e vamos reunir com essas
entidades, para nós percebermos o que é que se pode realizar no futuro",
advertiu o autarca faialense, acrescentando que, no seu entender, a
decisão sobre a eventual reconstrução de algumas moradias não deve ser
tomada "caso a caso", mas por áreas específicas.Durante
a passagem do "Lorenzo" pelos Açores, em 02 de outubro, foram
registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas.A passagem causou a destruição total do porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo ocidental.No total, o mau tempo provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, segundo o Governo Regional dos Açores.