Câmara da Horta com orçamento de 24 ME vai investir na habitação e rede viária em 2024
29 de dez. de 2023, 19:52
— Lusa/AO Online
Os documentos foram aprovados por maioria em reunião da Assembleia Municipal.“Este
orçamento define a habitação e a recuperação da rede viária municipal
como prioridades. São áreas que consideramos determinantes para o
progresso da ilha do Faial”, justificou o presidente do
município, Carlos Ferreira, eleito pelo PSD.O
orçamento municipal da Horta para o próximo ano ronda o valor global de
24 milhões de euros, dos quais 16,5 milhões destinam-se a investimento,
parte do qual será aplicado na recuperação de estradas municipais.“A
reabilitação do eixo Algar-Courelas foi definida por este executivo
como prioritária”, explicou o autarca, lembrando que a obra, orçada em
mais de três milhões de euros, representa o segundo maior investimento
municipal a seguir à requalificação da Frente Mar da cidade.A
Câmara Municipal da Horta pretende reforçar também em 2024 o Fundo de
Investimento na Reabilitação da Rede Viária, com a afetação de 50% da
participação do IRS do município, para intervenções em várias freguesias
do concelho.“É, de facto, essencial
intensificar a recuperação da rede viária em 2024, e apostar na
mobilidade dos cidadãos e na criação de condições de circulação com
conforto, segurança e fiabilidade e com impactos ambientais cada vez
menores”, salientou o autarca.O setor da
habitação, com uma verba que ronda os 3,5 milhões de euros, é outro
investimento considerado estratégico pelo município faialense para o
próximo ano.“Este orçamento pretende
afirmar a ilha do Faial enquanto referência pela qualidade do seu parque
habitacional, concretizar medidas que disponibilizem lotes e habitações
à população e ações concretas que promovam a fixação de jovens na
ilha”, insistiu Carlos Ferreira.O
orçamento da autarquia faialense foi aprovado por maioria em reunião da
Assembleia Municipal, com os votos a favor da coligação PSD, CDS-PP e
PPM e com os votos contra do PS e da CDU.Rui
Santos, deputado municipal do PS, justificou o voto contra do partido
com a baixa taxa de execução dos anos anteriores e com intenções de
investimento que já vêm de 2022, mas que até agora não foram
concretizadas.“Cerca de um terço das ações
já remontam a 2022, ou seja, eram ações que a câmara se propôs realizar
o ano passado, não o fez, passou para o ano de 2023, também não
concretizou, e agora passam para 2024”, recordou Rui Santos, para quem o
plano de investimento da autarquia “é pouco credível”.Apesar
disso, um dos deputados municipais do PS quebrou a disciplina de voto
da bancada, optando pela abstenção, reconhecendo o aumento do
investimento municipal previsto para a sua freguesia, a Feteira.