Câmara da Horta aposta na habitação, rede viária e nos apoios sociais em 2026

Hoje 19:23 — Lusa

“A habitação, a rede viária municipal e as medidas de apoio às famílias e às instituições, são as nossas principais prioridades em 2026”, destacou hoje o social-democrata Carlos Ferreira, presidente do município faialense, em declarações à Lusa, à margem da reunião da Assembleia Municipal, esta terça-feira, onde o orçamento foi aprovado por larga maioria.O orçamento da Câmara da Horta ronda os 30 milhões de euros, metade dos quais se destinam a investimentos, sobretudo no setor da habitação, não apenas a pensar nas famílias mais carenciadas, mas também na classe média, com a construção de soluções habitacionais destinadas à fixação e atração de população na ilha do Faial.“Estamos a falar de um processo de financiamento, com o IHRU, o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, na ordem dos 3,5 milhões de euros, com condições vantajosas e diferentes daquilo que é um normal crédito bancário, que é aquele que permite garantir soluções habitacionais para a população em geral”, destacou o autarca, eleito pela coligação PSD, CDS-PP e PPM.Além dos investimentos na construção e reabilitação de moradias, Carlos Ferreira destacou também as obras (algumas dos quais já se iniciaram este ano), de reabilitação das estradas municipais, com intervenções em três estradas (Eixo Algar - Courelas, Rua da Vista Alegre e Caminho Fundo), que juntas somam mais de 5 milhões de euros.A expansão do parque empresarial, a beneficiação da rede de abastecimento de água, a requalificação do parque escolar e os apoios nas áreas da ação social e da educação, são outros investimentos previstos pelo único município da ilha do Faial, onde residem, segundo os Censos de 2021, 14.356 habitantes.O presidente do município, que está no início do seu segundo mandato, disse que gostava de apresentar mais trabalho, mas explicou que o elevado número de obras que estão a decorrer na ilha, em simultâneo, e a escassez de mão de obra, não permitam fazer mais.“Fruto de um elevado número de obras que estão a ser desenvolvidas na ilha do Faial, em simultâneo, quer da responsabilidade do município, quer do Governo Regional, o setor da construção civil não tem mão de obra disponível, e quando apresenta propostas para corresponder aos concursos públicos que são lançados, os valores são extremamente elevados”, lamentou Carlos Ferreira.O PS, que é oposição na Câmara da Horta e na Assembleia Municipal, absteve-se na votação do orçamento para 2026, naqueles dois órgãos, embora Inês Sá, vereadora socialista, entenda que o seu partido até teria razões para votar contra, adiantando que só não o faz, porque se trata do primeiro orçamento desta legislatura.“As nossas reservas prendem-se, essencialmente, com a baixa taxa de execução dos anos anteriores. Entendemos que estes valores continuam a estar muito inflacionados, e não correspondem, de todo, à capacidade que o município tem demonstrado em executar o orçamento a que se propõe”, referiu a vereadora do PS, lamentando também que a maioria de direita que está no executivo, não tenha conseguido cumprir também “muitas das suas promessas”.O orçamento da autarquia faialense foi aprovado em reunião da Assembleia Municipal da Horta com os votos a favor do PSD, do CDS e do PPM, e com a abstenção do PS, da CDU e do BE.