Câmara da Calheta de São Jorge sem voto definido para a liderança dos municípios
28 de out. de 2021, 18:56
— Lusa/AO online
“Não
vi que a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores
[presidida pelo PS] num passado recente tenha salvaguardado o interesse
dos seus associados, nomeadamente da Câmara Municipal da Calheta e,
sobretudo, naquilo que foi a gestão do quadro comunitário de apoio”,
declarou Décio Pereira, questionado pela agência Lusa sobre o seu
sentido de voto para a eleição do novo presidente daquele organismo,
após as eleições autárquicas de setembro.Eleito
numa lista de independentes, o autarca destacou que “existem nove
câmaras do PS e nove câmaras dos partidos que fazem parte do arco da
governação atual [PSD-CDS-PPM] e a Câmara da Calheta”.Décio
Pereira falava aos jornalistas na sequência de um encontro com o
presidente do Governo dos Açores e o seu executivo, integrado na visita
oficial à ilha de São Jorge. O
autarca considera que “era importante, independentemente de quem vier a
ser eleito para a Associação de Municípios da Região Autónoma dos
Açores, que tenha uma atividade muito profícua junto do Governo Regional
e salvaguarde os interesses dos seus associados”.O
município da Calheta é liderado desde 2013 pelo independente Décio
Pereira, que teve o apoio do PS nas eleições autárquicas de 2017.Face
aos resultados expressos nas últimas eleições autárquicas, a
presidência da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores
vai depender do voto expresso pelo autarca da Calheta de São Jorge.O
organismo é atualmente presidido pela socialista Cristina Calisto,
presidente da Câmara Municipal da Lagoa, na ilha de São Miguel.A
Comissão Política Regional do PSD/Açores já defendeu, uma vez que o PS
perdeu a maioria das câmaras municipais, que “as próximas direções da
Associação de Municípios dos Açores e da delegação regional da
Associação Nacional de Freguesias devem, necessariamente, refletir a
existência de uma expressa maioria não socialista no poder local da
região”.