Câmara da Calheta acompanha situação de derrocada que cortou acesso à Fajã dos Cubres
Hoje 10:21
— Lusa/AO Online
“Estivemos no terreno a ver toda a situação e a ver como é que podemos atuar”, disse à agência Lusa António Viegas.Segundo o autarca, a derrocada aconteceu no mesmo local onde já tinha ocorrido outra, no início de outubro de 2025.“É uma situação que estamos a acompanhar constantemente. Julgamos nós que também temos que ter alguma atuação junto do [serviço regional do] Ambiente e da própria Secretaria [Regional] da Agricultura, […] para saber porque é que aquilo está acontecer”, disse.António Viegas referiu que antigamente, a situação “não acontecia, sempre correu água naquela zona, mas não como uma ribeira”: “Agora está totalmente uma ribeira, uma ribeira forte, uma ribeira que corre muito naquela zona e anteriormente não acontecia”.Para o autarca da Calheta, a situação poderá estar a acontecer “devido a algumas intervenções” feitas em caminhos e terrenos agrícolas na zona, “por causa de uma outra ribeira”.“Julgamos que isto que está a acontecer poderá também ser causa disso. Vamos analisar, vamos ver, vamos estudar e vamos reunir com as Secretarias [Regionais] competentes”, garantiu à Lusa.“Não está a acontecer só na Fajã dos Cubres, está a acontecer também nalgumas outras Fajãs, em zonas onde antigamente não havia tanta água, tanta ribeira. E, depois, é uma coisa muito estranha, choveu muito no sábado e a ribeira corria muito, na manhã de domingo nem um pingo de água corria. Portanto, dá a impressão que a água está a acumular em cima e que está a escoar para aquela zona”, relatou.A autarquia da Calheta também vai pedir a colaboração do Governo Regional dos Açores para atuar naquela zona, alegando que não se pode chegar ao verão “daquela maneira, sem segurança”.“Vamos criar segurança, ver como é que podemos reduzir aquele caudal da ribeira e criar condições para as pessoas poderem passar com alguma segurança”, vincou.Segundo António Viegas, o caminho de acesso à Fajã dos Cubres vai continuar cortado até esta segunda-feira, sendo que, até ao momento, houve apenas necessidade de retirar três pessoas das Fajãs que também são servidas por esta estrada.