Caldeira Velha regressa à gestão do Governo Regional dos Açores
15 de nov. de 2017, 08:52
— Lusa/AO Online
Segundo o
documento enviado pela Secretaria Regional da Energia, Ambiente e
Turismo, tutelada por Marta Guerreiro, e a que a agência Lusa teve hoje
acesso, é denunciado o protocolo para a conservação e manutenção do
monumento natural da Caldeira Velha, celebrado a 19 de janeiro de 2012
entre o executivo açoriano e o município da ilha de São Miguel.O acordo, entretanto renovado por períodos sucessivos de dois anos, termina a 18 de janeiro de 2018.“A
presente denúncia (…) visa reintegrar a gestão do monumento natural da
Caldeira Velha no Parque Natural de São Miguel, por forma a serem
implementadas, no mais curto espaço de tempo, intervenções estruturais e
alterações no modelo de gestão e visitação e no controlo da qualidade
dos recursos naturais daquela área protegida”, lê-se no documento.O
objetivo da Secretaria Regional é “qualificar e assegurar a
sustentabilidade da oferta e garantir a segurança e saúde dos
visitantes”, acrescenta a carta endereçada hoje ao presidente do
município, Alexandre Gaudêncio.“Assim,
esta secretaria regional assumirá a gestão do monumento natural da
Caldeira Velha através do Parque Natural de São Miguel a partir do dia
19 de janeiro de 2018”, acrescenta.Numa
informação entretanto enviada à Lusa, a Secretaria de Marta Guerreiro
salienta que a denúncia do “protocolo teve lugar nos termos contratuais,
em que qualquer uma das partes poderia denunciar o mesmo com 60 dias de
antecedência relativamente ao seu término”.“Face
à degradação da qualidade da visitação, em virtude do aumento do número
de visitantes, sem que tenham sido estabelecidos condicionantes para a
presença em simultâneo no espaço, considera-se que importa tomar medidas
relativamente a intervenções estruturais e alterações no modelo de
gestão e visitação, bem como no controlo da qualidade dos recursos
naturais daquela área protegida”, justifica a Secretaria Regional.Segundo
a mesma informação, “pretende-se estabelecer uma carga máxima em
simultâneo no espaço, rever as taxas de acesso, diferenciando a simples
visitação do uso balnear dos tanques, implementar um programa de
controlo rigoroso da qualidade da água e requalificar e ampliar as
atuais estruturas de banho”.