Fundado em 1926, no centro histórico da cidade de Ponta Delgada, o Café Royal é hoje reconhecido “como um dos espaços mais emblemáticos e como um verdadeiro ponto de referência para gerações sucessivas de micaelenses e visitantes”, refere nota de imprensa.Desde a sua inauguração, a 20 de janeiro de 1926, com abertura ao público no dia seguinte, o Café Royal afirmou-se como um lugar de encontro e de permanência. A nota de imprensa recorda que ao longo das décadas, o Café Royal, acompanhou o crescimento urbano da cidade, a “transformação da frente marítima, a evolução dos hábitos sociais e o progressivo virar de Ponta Delgada para o turismo, sem nunca perder a sua identidade própria. A sua história cruza-se de forma natural com a história da cidade, refletindo momentos de mudança, de debate e de convivência".Em diferentes épocas, o Café Royal foi um palco discreto de “encontros marcantes da vida local, de tertúlias políticas e intelectuais, de convívio entre trabalhadores do porto, estudantes e profissionais liberais”.Muitos açorianos que hoje desempenham funções relevantes recordam o Royal como local de “estudo, de conversa prolongada e de construção de amizades duradouras”. Saliente-se que, do ponto de vista arquitetónico, o Café Royal preserva elementos distintivos que reforçam o seu valor patrimonial, com destaque para a “pedra e os arcos existentes no seu interior, vestígios de uma antiga ligação física e simbólica ao porto da cidade”.Desde 1991, sob a propriedade e gestão de José Maria Tavares Dias, o Café Royal tem sabido “adaptar-se às transformações do tempo, mantendo como princípio central a proximidade com o cliente, a qualidade do serviço e um ambiente acolhedor”. Essa relação próxima é amplamente reconhecida por clientes locais e turistas, que destacam a familiaridade, a simpatia da equipa e o carácter autêntico do espaço.As comemorações do centenário do Café Royal pretende assinalar “ não apenas a longevidade de um estabelecimento, mas sobretudo o seu papel enquanto espaço vivo da cidade, guardião de memórias e ponto de encontro de histórias individuais e coletivas”.