Buscas prosseguem pelas crianças desaparecidas na Praia do Pedrógão em Leiria
27 de mai. de 2025, 10:50
— Lusa/AO Online
Segundo
um comunicado da AMN, “nas operações de busca estão empenhados, por
mar, tripulantes da Estação Salva-vidas da Nazaré e da Figueira da Foz”,
e o navio da Marinha Portuguesa “Viana do Castelo”.Por
terra, as buscas estão a ser efetuadas por “elementos do Comando Local
da Polícia Marítima da Nazaré, apoiados por um ‘drone’”, sendo que “será
também empenhada uma aeronave da Força Aérea Portuguesa”.As buscas são coordenadas pelo capitão do Porto e comandante local da Polícia Marítima da Nazaré, João Lourenço.A
AMN adiantou que os menores, dois irmãos, desapareceram depois de,
“alegadamente, estarem a banhos” na Praia do Pedrógão que “ainda não se
encontra vigiada nesta altura do ano”.O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima continua a prestar apoio à família.O
alerta para o desaparecimento das crianças, dois irmãos, foi feito
pelas 17:25 de domingo, através do Centro de Coordenação de Busca e
Salvamento Marítimo de Lisboa, tendo sido iniciadas buscas por mar,
terra e ar.Na segunda-feira, João Lourenço
disse à agência Lusa que os menores, que se encontravam acompanhados da
família, “foram para dentro de água e foram arrastados por uma onda”.A
presidente da União de Freguesias de Monte Redondo e Carreira, Céline
Gaspar, disse nesse dia que a família, quatro menores e a avó, reside,
desde janeiro, em Monte Redondo.Três dos
menores frequentam o Colégio Dr. Luís Pereira da Costa e outro o Centro
Escolar de Monte Redondo, declarou Céline Gaspar, acrescentando que,
pela informação de que dispõe, os pais são emigrantes no Canadá.Numa
nota de imprensa emitida na segunda-feira, a Câmara Municipal de Leiria
assegurou que está a acompanhar o desaparecimento dos menores com
“preocupação e consternação”.“Neste
momento de angústia, queremos expressar a nossa total solidariedade para
com a família e amigos das crianças, bem como com a comunidade
educativa de Monte Redondo, onde os menores estudavam e residiam desde
janeiro”.A autarquia reforçou o apelo à população para que adote uma conduta preventiva, principalmente em áreas não vigiadas.